Após ser retirado de voo em Salvador, o ator Érico Brás vence ação de racismo e dano moral

 

O Juizado Especial do Rio de Janeiro condenou empresa aérea ao pagamento de indenização no importe de R$35 mil por racismo e dano moral por ordenar, sem justificativa plausível, a saída do ator Érico Brás e de sua esposa, Kenia Maria, atriz e Defensora das Mulheres Negras da ONU Mulheres, de aeronave.

O ator pretendia embarcar em voo com partida da capital baiana e com destino ao Rio de Janeiro. Conforme relato do artista, o comandante da aeronave foi grosseiro ao jogar a bagagem de sua esposa, Kenia Maria, no compartimento lotado acima dos assentos da aeronave, afirmando que a mala não poderia ser levada embaixo da poltrona da frente do casal.Érico Brás vence ação de racismo e dano moral

Dessa forma, o comandante acionou a Polícia Federal para solucionar a desagradável situação sob a alegação de que Érico seria uma ameaça aos demais passageiros. Assim, o passageiro foi obrigado a sair, sendo retirado do voo em Salvador sem a possibilidade de defesa. Em protesto, Kenia Maria acompanhou Érico.

“Ele [comandante] pegou com grosseria a bagagem. Ele estava bastante irritado. Ele jogou e empurrou a bagagem contra as outras no compartimento. Ela [esposa] disse: ‘Tem que ter cuidado para não quebrar’. Eu disse: ‘Você está sendo mal educado, não vou aceitar isso’. Ele chamou uma pessoa da Avianca e eu disse que não ia descer. Ele [comandante] chamou a PF, que disse que eu tinha que descer”, narrou Érico na época em que ocorreu o caso.

A assessoria da empresa aérea justificou, à época do ocorrido, que necessitava priorizar a segurança do voo. Em relação ao acionamento da Polícia Federal, a companhia disse que esta somente foi chamada em razão de um grupo de clientes ter se recusado a seguir as orientações dos comissários sobre a acomodação das bagagens.

Ademais, o ator afirma ter sido vítima de racismo, visto que o comandante, cuja cor da pele é branca, agiu com excessos e de forma desmotivada e descontrolada. Érico conta ainda que, no momento do lamentável episódio, outros oito passageiros também desceram do voo em solidariedade a ele e prestaram depoimento à Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.

Com base em todo o ocorrido, o Juizado Especial do Rio de Janeiro reconheceu como legítima a situação de racismo e condenou a empresa aérea ao pagamento de indenização por dano moral aos atores. Por meio da rede social Instagram, Érico comemorou a decisão, na quarta-feira (28): “E a luta continua…”, postou.

 

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Fonte: G1

Postado em: junho 30, 2017

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