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Autor: Felipe Flammo

Plataformas Self-bookings

Plataformas Self-Bookings de Viagem: o que são?

Confira o que você precisa saber!

Organizações que promovem viagens corporativas sabem a importância de uma boa gestão relacionada a essa área: estamos nos referindo às estratégias para redução de custos e um maior aproveitamento de tempo para os funcionários de modo geral.

Nesse sentido, automatizar alguns dos processos envolvidos pode ser bem eficaz. E é aí que entram as plataformas self-bookings.

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A seguir, explicaremos melhor sobre o assunto:

Plataformas self-bookings: o que são?

Basicamente, são plataformas que reúnem diversos recursos em um único lugar, não dependendo de “terceiros” para operar tranquilamente.

Especificamente falando de plataformas self-bookings de viagem, são aquelas que permitem que os próprios colaboradores façam solicitações de viagens, reservas e afins. Todavia, essas ações respeitam uma política de viagem elaborada pela empresa. Por exemplo: o valor das passagens não pode ultrapassar R$ 2.000,00.

Plataformas self-bookings: vantagens

Veja abaixo quais são as principais vantagens de usufruir as plataformas self-bookings:

#1 – Segurança nos pagamentos

Um dos principais pontos a serem bem avaliados é a segurança de informações e, claro, de pagamentos. Ao inserir um cartão de crédito, os dados ficam salvos em plataformas PCI Compliance (Payment Card Industry), com altos níveis de criptografia e segurança.

Em casos de faturas, o extrato fica disponível para checagem da organização.

#2 – Os processos são simplificados

Muitas empresas que realizam viagens corporativas trabalham ao “modo tradicional”, com departamentos especializados na gestão dessas viagens. Ou seja, que centralizam todas as ações: desde a reserva das passagens até o processo de reembolso – se necessário.

Mas, para que esses processos sejam feitos da forma mais completa e correta possível, os responsáveis pelo departamento levam MUITO tempo. Afinal, é preciso apurar todas as notas fiscais, sempre conferir a política de viagens estabelecida e afins.

Ao utilizar plataformas self-bookings – de preferência com as exigências da empresa já definidas e configuradas –, o processo é totalmente simplificado, uma vez que o próprio funcionário pode entrar e realizar as reservas. Além disso, o sistema fica encarregado pelos reembolsos e validação de recibos, o que otimiza muito tempo e reduz gargalos.

#3 – Automação de relatórios

Além da praticidade de várias ações que citamos no tópico anterior, também há a possibilidade de gerar relatórios completos de “uma vez só”, ao invés de ter todo o trabalho de exportar e organizar informações. Entretanto, isso dependerá dos tipos de integração disponíveis.

Principais características

Para escolher uma boa plataforma, é necessário se atentar aos seguintes pontos:

– Boa usabilidade no desktop e em dispositivos móveis

De forma geral, quando um usuário realiza o seu primeiro acesso, é preciso que ele identifique logo de cara como mexer na ferramenta, sem precisar de um manual de instruções ou algo do tipo.

Ademais, podemos afirmar que boa parte dos acessos à internet é proveniente de smartphones. Desse modo, a plataforma também precisa corresponder às expectativas de adaptação de usabilidade para todos os dispositivos.

– Suporte em tempo real

As ferramentas devem oferecer ajuda em tempo real aos usuários, seja por chat online no próprio site, WhatsApp ou telefone.

– Informações de passagens aéreas e hospedagens em tempo real

Uma boa plataforma precisa informar preços, disponibilidade e outros detalhes em tempo real, a fim de garantir que os usuários pesquisem e adquiram as melhores combinações entre itens como passagens aéreas e hospedagem.

– Facilidade nos pagamentos

A ferramenta deve permitir a configuração e parametrização das condições de pagamento com segurança. Por exemplo: ao configurar um cartão de crédito, todos os funcionários que acessarem a ferramenta podem realizar compras, sem necessariamente acessar os dados – lê-se: número do cartão, data de vencimento e código de segurança.

– Configurações dos níveis de acesso

As próprias empresas podem criar regras de utilização da plataforma, ao permitir que determinados usuários acessem relatórios e outros façam apenas a compra de suas próprias passagens, etc.

Exemplos de plataformas self-bookings

Ao identificar as principais características, muitas pessoas podem pensar que sites comuns como Decolar.com e o Booking – que realizam compra de passagens e reserva de hospedagens, respectivamente, se tratam de plataformas self-bookings. Mas, ainda que sejam dois sites intuitivos, que permitem a compra de itens de viagem sem ajuda de terceiros, não chegam a entrar na categoria que frisamos neste post.

Isso porque estamos falando de uma ferramenta ainda mais específica – voltada para empresas –, nas quais as mesmas podem criar suas próprias políticas de viagens, fornecendo total direcionamento nas compras dos funcionários para os deslocamentos corporativos.

Separamos dois exemplos:

#1 – PayTrack

A PayTrack é uma plataforma self-booking que centraliza os fornecedores de empresas, garante o cumprimento das regras dos usuários – diante à política de viagens que reforçamos – e realiza a integração da ferramenta ao backoffice da empresa.

Conta com algumas funções indispensáveis para organizações:

– Cotação Multi-agência;

– Políticas e regras;

– Integração com faturas;

– Controle de orçamento;

– Hotel preferencial;

– Agência interna;

– Função Delegate;

– Planejamento de roteiro.

#2 – OnFly

A OnFly também entra nessa categoria, e se define como “solução all-in-one com gestão de viagens e despesas em uma única plataforma, com intensivo uso de tecnologia e uma boa dose de calor humano”.

Disponibiliza os seguintes benefícios para organizações:

– Passagens com descontos;

– Gestão de despesas;

– Política de viagens;

– Fatura consolidada;

– Suporte;

– Cobrança transparente;

– Plataforma ágil;

– Mais de 320 mil hotéis espalhados pelo Brasil e mundo, com preços exclusivos.

Em suma, as plataformas self-bookings estão transformando as viagens corporativas ao simplificar processos com segurança e transparência.

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Postado em: setembro 30, 2020

Bleisure

Bleisure: saiba mais sobre a tendência em viagens corporativas

É possível conciliar trabalho e diversão? A Quick responde!

As viagens corporativas são indispensáveis para diversas organizações, principalmente quando falamos de vendas externas, congressos e outros eventos que exijam o deslocamento de funcionários.

Nesse sentido, algumas tendências surgem a fim de proporcionar mais conforto aos colaboradores. Hoje, falaremos sobre uma delas: bleisure.

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Entenda a origem do termo, o conceito, as vantagens e como as empresas colocam essa tendência em prática. Confira!

Bleisure: origem e conceito

O termo bleisure tem como origem a junção das palavras business (negócios) + leisure (lazer). Basicamente, isso quer dizer que os funcionários poderão unir o útil ao agradável: trabalhar e ao mesmo tempo ter momentos de diversão. Afinal, uma viagem corporativa não precisa ser cansativa ao tratar apenas de negócios, também é possível desfrutar das paisagens, fazer network, conhecer a cultura local e afins.

Mas, por trás disso, é claro que há muita organização, para que os compromissos de trabalho não sejam prejudicados. Os colaboradores cumprem os dias combinados e, geralmente, são liberados para turismo e outras atividades nos últimos dias.

Além disso, uma característica interessante dessa tendência é que os amigos ou familiares podem acompanhar no período adicional.

De acordo com dados de uma pesquisa do Bridge Street Global Hospitality, denominada The Bleisure Report 2014, 46% das pessoas entrevistadas já ficaram alguns dias a mais em suas viagens corporativas, enquanto 79% acreditam nos benefícios desta combinação.

Bleisure: vantagens

Sabemos que organizações que contam com culturas acolhedoras e prezam pelo bem-estar dos funcionários se destacam nos resultados. Isso porque os mesmos se sentem valorizados e motivados a desempenharem seus papéis da melhor forma possível.

Ao proporcionar bleisure, as empresas entram no ritmo deste novo cenário: incentivando os colaboradores, melhorando o rendimento perante ao mercado de trabalho e saindo à frente da concorrência.

Ademais, não são só os funcionários que sentem os efeitos positivos dessa tendência: outros setores da economia como as redes de transportes, gastronomia e hotelaria são beneficiadas, por exemplo, uma vez que durante a estadia, os hóspedes necessitarão de todos esses serviços.

Bleisure no cenário brasileiro

Apesar de ser uma forte tendência, a prática no Brasil permanece tímida – pelo menos até a data deste post. Isso se deve à resistência de empresas mais conservadoras, que acreditam que o lazer somado ao trabalho geram gastos “desnecessários” e podem tirar o foco.

Algumas (poucas) empresas adotaram a prática. Todavia, as negociações são totalmente “personalizáveis e internas”, por ainda não ter uma Política de Viagens definida para essa área.

A expectativa é que, futuramente, essa política seja redigida formalmente, com o objetivo de evitar desentendimentos – principalmente na parte de reembolsos, onde são separados os gastos do colaborador com atividades profissionais ou pessoais.

Aproveitando o gancho, é importante frisar que na bleisure, essa regra já fica quase que pré-definida: os gastos nos dias de lazer ficam na responsabilidade do próprio funcionário.

Como manter o controle de gastos nesse tipo de viagem?

As empresas que desejam colocar essa tendência em prática agora, precisam da regulamentação que citamos anteriormente. Nesse documento, deve constar todos os direitos e deveres de ambas as partes.

Além disso, é necessário indicar contatos de emergência, fornecedores e outros detalhes que a empresa julgue indispensáveis.

Por último, mas nunca menos importante, o planejamento financeiro. Nessa parte, é essencial discriminar a divisão de gastos. Por exemplo: a organização custeia passagens, hospedagens, transportes e alimentação. O que ficar fora disso, ficará a cargo do funcionário.

E aí, a empresa na qual você trabalha ou administra pratica – ou ao menos cogita – a implementação de bleisure?

Agora que você já sabe mais sobre esse assunto, pode torná-lo pauta nas próximas reuniões.

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Postado em: setembro 15, 2020

Viagens corporativas

Viagens corporativas: entenda sobre o assunto em 3 pontos!

Com o aumento das demandas organizacionais, é bem comum que as empresas – sejam elas de pequeno, médio ou grande porte – promovam viagens para seus funcionários. Como por exemplo: idas a congressos, reuniões com clientes, feiras ou outros tipos de eventos. São as chamadas viagens corporativas.

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Nesse post, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Confira!

#1 – Viagens corporativas: o que são?

De acordo com a definição da Copastur (2018), viagens corporativas “são aquelas feitas pelos funcionários de determinada organização em nome da instituição”.

O deslocamento desses funcionários pode ser por diversos motivos, como mencionamos no início do texto: feiras, congressos ou até mesmo visita aos chamados “clientes-chave”, geralmente para o fechamento de negócios ou outros assuntos que podem ser resolvidos apenas pessoalmente.

Nesse sentido, pelo menos a maioria das empresas que promovem viagens corporativas, não consideram um simples gasto com os colaboradores, e sim um investimento, uma vez que estes conseguem alguns benefícios como: estreitamento de laços com clientes ou fornecedores, sucesso em negociações, promoção da marca (em casos de feiras e congressos) e afins – o que consequentemente gera maior lucratividade.

#2 – Gestor de viagens corporativas: conheça o profissional por trás do processo

Para que essas viagens sejam devidamente controladas – e claro, obtenham sucesso –, há um profissional especializado na área por trás de tudo, denominado gestor de viagens corporativas. Essa contratação é indicada independentemente do porte da empresa – desde que realize o processo.

De forma prática, o gestor centralizará e analisará todas as informações referentes às viagens realizadas pela corporação, estabelecendo determinados critérios de controle de atividades e acompanhando todo o “desenrolar” da situação.

Dentre as principais responsabilidades deste profissional, podemos destacar:

– Controle de orçamento – quais serão os gastos necessários na viagem;

– Reserva de hotéis e passagens ou aprovação de reservas realizadas pelos próprios colaboradores;

– Assessoria aos viajantes;

– Definição das políticas de viagem;

– Sugestão de roteiro turístico – se houver parte recreativa durante a viagem;

– Elaboração de planilhas e relatórios para avaliação dos acionistas e diretores.

É importante frisar que, dependendo da forma de gestão e organização de cada empresa, pode ser que a gestão de viagens corporativas fique atrelada aos seguintes cargos: Analista de Suprimentos, Administrativo ou Financeiro; Coordenador(a) Administrativo/Financeiro; Analista de RH ou Secretários(as).

Isso é bem particular de cada empresa, mas um ponto em comum entre todas é que o uso de ferramentas para automatização desses processos é mais do que necessário, a fim de otimizar tempo e garantir mais eficácia de modo geral.

#3 – O pós-viagem precisa ser avaliado!

Por fim, o gestor de viagens corporativas avaliará criteriosamente os resultados obtidos no deslocamento dos funcionários, para assim manter ou realinhar estratégias.

Partindo desse ponto, o roteiro de viagem pode ser rediscutido e um novo planejamento pode ser feito. Essa avaliação leva em consideração cada detalhe: desde a qualidade do voo até o atendimento realizado pelo hotel.

Em suma, o cuidado com as viagens corporativas é super essencial, para essas ocorram da forma mais inteligente e eficaz possível.

 

Para ficar por dentro do mundo de viagens, basta continuar de olho no blog da Quick.

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Postado em: agosto 31, 2020

Classes de voo

Classes de voo: saiba quais são os tipos e como cada um funciona!

Viajar é sempre muito bom, não é mesmo?! Mas, boa parte dos viajantes não conhece todos os tipos de classes de voo disponíveis. Entre os motivos, estão os altos preços envolvidos.

Entretanto, em determinados períodos do ano, as companhias aéreas realizam promoções e, talvez para viagens mais longas, as classes que oferecem mais conforto podem ser consideradas.

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Por isso, a fim de esclarecer todas dúvidas relacionadas ao assunto, a Quick Brasil te conta quais são os tipos de classe e como estes de fato funcionam. Confira!

Classes de voo: econômica

A classe econômica é a mais conhecida e utilizada entre os passageiros. Sua principal característica é o baixo preço quando comparado às demais classes, pois se trata de uma categoria mais básica.

Contudo, os viajantes não precisam se preocupar, porque ainda assim, terão um conforto considerável: encostos de cabeça, poltronas ajustáveis e inclináveis – na parte do tronco e pernas.

Além disso, refeições são oferecidas. Geralmente, elas são ajustadas conforme o horário e duração do voo, assim como as bebidas. Mas, isso dependerá muito da empresa que está oferecendo os serviços, pois algumas não disponibilizam refeições em rotas selecionadas. Dessa forma, os passageiros interessados precisam comprá-las.

E conforme a duração do voo, entretenimento multimídia também pode ser ofertado para os viajantes, com filmes, música ou programas de TV.

Econômica Premium

Você sabia que dentro da categoria econômica, existe a versão premium? Sim, isso mesmo! Basicamente, funciona quase que da mesma forma da econômica comum, mas com uns “mimos” a mais, como: acesso às salas vip do aeroporto para aguardar o voo, mais conforto no transporte da bagagem e os assentos contam com mais espaços nas laterais e nas pernas.

Classes de voo: executiva

A classe executiva (business), conta com flexibilidade nos horários de voos, cabines confortáveis, poltronas com mais espaço, variedade de refeições e equipamento multimídia para entretenimento. Ademais, o limite das bagagens é maior. Ou seja, dificilmente os passageiros desta classe reclamarão dos “perrengues” com o peso das malas.

Há salas especiais para aguardar o voo, cafés e bares – ideais para viagens a trabalho, nas quais as “pausas” para resolver problemas são necessárias. Nesse sentido, é bem comum encontrar tomadas para conectar os computadores e serviços de conexão à internet.

O atendimento é VIP e o tempo normalmente gasto com check-in é bem otimizado.

Inclusive, alguns aeroportos disponibilizam chuveiros! Demais, não é?!

Primeira classe

A primeira classe, como o próprio nome já sugere, é a melhor – e mais cara – das opções. Nela, o viajante possui total privacidade, condições exclusivas e muuuuitos mimos.

Os assentos são fabricados com materiais de alta tecnologia – e podem se transformar em uma grande e confortável cama.

As refeições são preparadas pelos melhores chefs, servidas ao horário de preferência do viajante – diferentemente da classe econômica, na qual o horário é determinado pela companhia aérea.

Além, é claro, das salas VIP, bares, restaurantes, check-in hiper agilizado e até mesmo um ótimo e completo café da manhã no aeroporto.

 

Em uma breve comparação das 4 opções citadas nesse post, podemos dizer que a econômica premium está entre a econômica comum e a executiva, se tornando uma categoria “média”; enquanto isso, a primeira classe está em um degrau acima da classe executiva – ambas oferecem muito conforto, mas a business é um pouco mais “prática” do que a 1st class.

Para voos nacionais, não há primeira classe

Aqui no Brasil, normalmente as companhias aéreas não trabalham com voos de primeira classe para destinos nacionais. Inclusive, não há a diferenciação e cabines entre econômica e executiva.

Entretanto, é possível sim que os passageiros tenham um pouco mais de conforto – com assentos especiais.

Funciona mais como uma econômica premium – se for avaliar os serviços ofertados e os preços, que costumam ser acessíveis, mas com adicionais de bagagem, espaço, mais opções no cardápio e outras facilidades.

 

Agora que você já sabe como funcionam as classes de voos, já pode considerar as opções para o seu planejamento de viagem, não é mesmo?!

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Postado em: agosto 17, 2020

Jet Lag

O que é Jet Lag? Entenda e confira 8 dicas para evitá-lo!

Quem viaja bastante, provavelmente já passou por um “jet lag básico”. A confusão no fuso horário pode dar alguns chamados “efeitos colaterais”, que necessitam de um descanso. 

Entre os sintomas estão: cansaço excessivo e sonolência, variações no humor, insônia, dificuldade de concentração e afins.

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Por isso, nesse post explicaremos melhor o que é jet lag, quais são as principais causas desse distúrbio e o que você pode fazer para evitá-lo. Confira!

O que é Jet Lag?

Basicamente, trata-se de uma mudança repentina na rotina que atinge diretamente o organismo. Isso porque o nosso relógio biológico funciona com base no nosso dia a dia, e quando é alterado de forma inesperada, os sintomas começam a aparecer. É o chamado ritmo circadiano (ciclo que dura um dia).

Não há uma forma de tradução exata para jet lag, o termo que chega mais perto do seu real significado é “descompensação horária”. Os médicos denominam esse distúrbio como “dissincronose”.

O jet lag é frequente nas longas viagens internacionais, nas quais ocorrem mudanças no fuso horário. Como mencionamos no início do texto, essas alterações fazem com que o viajante sinta mal-estar, fadiga, irritação, insônia, além de outras complicações fisiológicas.

Importante frisar que esse distúrbio pode acometer pessoas de praticamente todas as faixas etárias.

O que fazer para evitar o Jet Lag?

Confira 8 dicas valiosas:

#1 – Ajuste o seu relógio de acordo com o fuso horário do local de destino

Procure tomar essa atitude antecipadamente, se possível, assim que entrar no avião. Com certeza isso te deixará menos “confuso(a)” quando chegar ao local.

#2 – Descanse muito bem antes de viajar

Primeiramente, se organize bem e com antecedência, a fim de evitar estresse e correria em cima da hora, além de poder ter uma excelente noite de sono.

Quando nossa mente está descansada, a tendência é que nos adaptemos melhor aos diferentes tipos de situações.

#3 – Algumas semanas antes de viajar, flexibilize seus horários

Essa dica é especialmente para você, que possui regras um tanto quanto rígidas em relação à sua rotina e ao seu sono. Experimente acordar em horários diferentes, executar uma tarefa rápida e dormir novamente logo após, por exemplo. Assim, você não pegará o seu organismo “de surpresa”.

Nesse sentido, as pessoas que possuem maior flexibilidade em horários, são as que menos sofrem com o temido jet lag.

#4 – Tente se programar para chegar ao destino durante o dia

Essa é uma das melhores formas de se acostumar à “nova rotina”, ainda que temporariamente.

#5 – Não tome remédios para dormir, se não houver orientação médica

Caso você faça parte do grupo de “automedicação”, procure não tomar remédios para dormir durante o voo. Isso pode prejudicar o seu organismo e piorar os sintomas de jet lag. Considere tomar chás naturais, que dão aquela acalmada.

#6 – Mantenha o seu corpo em atividade

Separe um tempo para se movimentar, seja uma caminhada, alguns leves exercícios ou qualquer outra atividade que te mantém no ritmo do dia a dia. Isso te fará muito bem, seja qual for o objetivo da viagem: férias, trabalho ou outro compromisso.

#7 – Evite bebidas alcóolicas durante o voo

O álcool em si, provoca alguns efeitos colaterais como desidratação, irregularidades no sono, dores de cabeça (a famosa ressaca) e afins. Opte pela boa e tradicional água, ficando longe também de energéticos e cafeína.

#8 – Adapte sua alimentação de acordo com o novo fuso horário estabelecido

As alimentações na hora certa também contam muito. Ainda que você opte por não consumir a comida local, siga os horários adequados. Isso fará você se acostumar mais rápido à rotina e sofrer menos com os efeitos do jet lag. Ou, na melhor das hipóteses, nem sofrer!

Quem diria que algumas “simples” alterações de horário poderiam afetar tanto o nosso organismo, não é mesmo?! Por isso, siga nossas dicas para evitar ao máximo esse tipo de situação e viaje tranquilamente.

Por fim, evitando mais ainda problemas durante viagens, lembre-se que você pode contar com a Quick em casos de atrasos ou cancelamentos de voos. 

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Postado em: julho 15, 2020

Tarifas aéreas

Tarifas aéreas: confira o que realmente deve ser cobrado!

É permitido e consideravelmente comum que as companhias aéreas cobrem tarifas dos passageiros, relacionadas à utilização de alguns serviços.

Mas, a fim de evitar possíveis confusões, o ideal é saber exatamente quais são as tarifas aéreas que devem ser pagas.

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Por isso, nesse post, tiraremos todas as suas dúvidas sobre o assunto. Confira!

Tarifas aéreas: Atualizações

A Infraero (empresa federal brasileira de administração indireta vinculada ao Ministério da Infraestrutura), atualizou os valores de algumas tarifas no final de 2019. Esses valores entraram em vigor em fevereiro deste ano.

Contudo, importante frisar que alguns valores, como das tarifas de embarque, variam de acordo com a categoria de cada aeroporto. Inclusive, de acordo com a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, as tarifas de embarque são as únicas que devem ser pagas pelo passageiro, com a finalidade de remunerar a prestação de serviços, instalações e facilidades disponibilizadas pela empresa concessionária.

Tarifas de Embarque – viagens nacionais e internacionais

O valor da tarifa de embarque doméstico varia entre R$ 22,50 a R$ 34,57 nos aeroportos correspondentes à Infraero.

Já em relação ao valor da tarifa de embarque internacional, está entre R$ 84,06 a R$ 127,02. Vide tabela.

Comprei minha passagem aérea e os valores passaram por reajustes, o que faço?

Isso é muito comum de acontecer, principalmente quando se trata de viagens planejadas, uma vez que os viajantes costumam as comprar passagens meses antes.

Todavia, não é necessário se preocupar com essa questão, pois o valor da compra que é sempre válido.

Posso pedir reembolso da minha tarifa aérea?

A solicitação de reembolso só é considerada quando o cliente comprou a passagem e pagou a tarifa aérea, porém, não viajou de fato.

Nesse sentido, a ANAC regulamentou o direito de o passageiro receber seu dinheiro pago pelo embarque, pouso e permanência no aeroporto de volta. Isso se deve ao fato de não ter feito o uso da estrutura do local – que é mantida por essa tarifa.

Mas, fique bem atento(a), pois o processo de reembolso não é automático. Ou seja, se você não solicitar, não receberá o dinheiro. Além disso, há um prazo para essa solicitação – cada cliente tem até 1 ano após a data do voo perdido para pedir a compensação.

O pedido é feito diretamente à companhia aérea. Se tudo estiver em dia e a empresa se recusar a devolver o dinheiro, o ideal é recorrer à ANAC ou aos órgãos de defesa ao consumidor.

E só para ilustrar, algumas companhias aéreas cobram multa por cancelamento de passagem, contudo, o valor não é incidente à tarifa de embarque.

Tarifa de embarque não é o mesmo que taxa de serviço

Algumas pessoas podem acabar confundindo as tarifas de embarque com taxas de serviço. É essencial não misturar os termos, pois as taxas de serviço podem ser cobradas por sites comparadores de passagens, agências de turismo, agências de intercâmbio e afins. Em outras palavras, as taxas de serviço estão diretamente ligadas a essas empresas e não ao embarque em si.

É por isso que podemos ver que, quando compramos uma passagem direto pelo site da companhia aérea, por exemplo, as taxas de serviço geralmente não são cobradas.

Tarifas aéreas: é preciso se preocupar com outros valores possivelmente cobrados?

Isso dependerá dos serviços solicitados pelo passageiro. Uma questão normal é a tarifa nas bagagens – que, agora, só é realmente cobrada caso o viajante precisar levar bagagens que ultrapassem os limites estabelecidos pela companhia aérea. Procure sempre verificar essas informações antes de viajar.

 

Em suma, as tarifas aéreas para o passageiro são mínimas – as demais existentes são entre os aeroportos, companhias aéreas e órgãos responsáveis. Fique sempre atento(a) aos valores cobrados.

E já sabe: se o seu voo cancelou ou te fez chegar com mais de 4h de atraso ao destino final, conte com a Quick. É só clicar aqui e enviar o seu caso.

Postado em: junho 8, 2020

Tráfego Aéreo

Tráfego Aéreo: o que é e como funciona?

As viagens de avião estão há muitos anos facilitando bastante a vida de quem precisa de rapidez e praticidade em trajetos longos, ou até mesmo nos consideravelmente curtos. Mas, a fim de manter a organização e garantir a segurança de todos os passageiros, há o total controle do tráfego aéreo.

Nesse sentido, é possível já ter ouvido por aí sobre o assunto ou até mesmo você pode ter sido “prejudicado(a)” por ele, uma vez que se trata de uma justificativa bem comum para atrasos ou cancelamentos de voos.

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Pensando nessa questão, explicaremos o que realmente é o tráfego aéreo e como ele funciona. Confira!

#1 – O que é tráfego aéreo?

Imagine o trânsito de uma capital brasileira: quase sempre caótico, não é mesmo?! Repleto de carros, motos, ônibus, caminhões… contudo, há uma série de normas a serem seguidas, como por exemplo os rodízios de placas em São Paulo, sinalização, etc., a fim de manter tudo em ordem.

Basicamente, isso é o tráfego aéreo: a circulação de diversas aeronaves. Ainda que não tenha nem como existir as mesmas regras de um trânsito comum, algumas medidas precisam ser tomadas, para evitar acidentes.

#2 – Como funciona o controle de tráfego aéreo?

Como alguns viajantes já conhecem, há uma espécie de controle por torres nos aeroportos. As aeronaves precisam ser devidamente separadas quando voarem em rotas. Em outras palavras, controlar o tráfego aéreo é indispensável para garantir segurança a todos os envolvidos.

Para esse objetivo, há o gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo que, em suma, trata da fiscalização dos aviões, antes mesmo de saírem dos aeroportos. Desse modo, cada aeronave controlada precisa enviar o seu plano de voo para os devidos repositórios centrais.

Plano de voo

Plano de voo é um documento que agrega informações sobre o planejamento feito pelo próprio piloto. Envolve dois pontos cruciais: a concordância desse plano com o controle de tráfego aéreo – que reduz a possibilidade de colisões –, e o cálculo do consumo de combustível. Além disso, há outras informações como quantidade de passageiros, tempo de viagem, etc.

#3 – Principais problemas de tráfego aéreo

Dentre os principais problemas de tráfego aéreo, está a crescente demanda de passageiros e voos, e isso é um ciclo: quanto mais pessoas procuram, maior a concorrência entre as companhias aéreas, o que acarreta na queda de preços e aumenta ainda mais a procura…

Sabemos, isso parece confuso. Mas, para atender a toda essa demanda, há uma grande equipe por trás para cuidar de tudo: rota, velocidade, condições meteorológicas, altitude, cartografia e afins.

Entretanto, apesar de todo o controle e cuidado no tráfego aéreo, essa alta demanda pode sair do controle, o que gera os tão indesejados cancelamentos ou atrasos de voos. Só que é importante frisar que as companhias aéreas não podem diretamente evitar esse descontrole de tráfego. O que ela pode mesmo é seguir as recomendações dos controladores responsáveis e, claro, prestar a devida assistência aos passageiros em relação aos imprevistos.

Afinal, os passageiros não têm culpa dos problemas ocorridos e não podem de forma alguma serem prejudicados. Então, se a companhia aérea não oferecer a assistência necessária em casos de cancelamentos ou atrasos de voos, os passageiros podem e devem procurar seus direitos.

Para isso, basta acionar a Quick: voo cancelou ou gerou mais de 4h de atraso na chegada ao destino final? É só nos enviar o caso e, se aprovado, garantir R$ 1.000,00 em 02 dias.

Totalmente rápido, prático e sem burocracias.

Postado em: junho 3, 2020

Voo cancelado: direitos do passageiro e como conseguir indenização

Voo cancelado: direitos do passageiro e como conseguir indenização

Infelizmente, não é raro encontrarmos pessoas que já tiveram um voo cancelado em cima da hora.

Esse tipo de imprevisto tende a causar muitos transtornos aos passageiros, que terão seus passeios, viagens a trabalho e compromissos prejudicados.

O que acontece, na maior parte das vezes, é que durante o stress causado pelo cancelamento do voo, poucos sabem, de fato, o que fazer e quais são seus direitos diante uma situação como essa.

Se você já passou por isso ou tem receio de que algum dia tenha um voo cancelado, não se preocupe: no artigo de hoje iremos te explicar quais são os seus direitos enquanto passageiro, o que fazer caso seu voo seja cancelado, o que configura danos morais em caso de cancelamento de voo e, claro, como resolver a situação da forma mais simples e rápida possível.

Continue a leitura.

Os direitos do passageiro

Os direitos do passageiro

No caso de voo cancelado, a ANAC estabelece que a empresa aérea tem a obrigação de oferecer ao passageiro opções como solução para o problema com voo enfrentado.

São elas:

Direito à informação adequada

É dever da empresa aérea repassar ao consumidor todas as informações necessárias sobre o serviço prestado. 

Da mesma forma que o viajante precisa saber a hora e a data de partida e de chegada, aeroporto de embarque e desembarque, valores das passagens, tarifas etc., a informação sobre a condição do voo é igualmente importante.

Por isso, a empresa aérea deverá entrar em contato com o consumidor no momento em que passar a conhecer o cancelamento ou atraso do voo. 

Ainda, caso a companhia realize alterações no voo (mudança de horário, data e aeroporto), deverá comunicá-la ao passageiro dentro do prazo mínimo de 72 horas de antecedência, sob pena de responsabilizar-se pelos danos daí decorrentes.

Reembolso integral

O viajante deve ser reembolsado integralmente pelo valor das passagens aéreas não utilizadas, incluindo a taxa de embarque;

Reacomodação

O passageiro pode optar por ser reacomodado em outro voo. 

Caso precise chegar ao seu destino no menor tempo possível, o viajante pode exigir que esta reacomodação ocorra no próximo voo, sendo este voo operado por qualquer empresa aérea. 

No entanto, após o atraso ou cancelamento do voo, o viajante pode optar também por viajar em horário conveniente, sendo a única regra que o voo escolhido seja da empresa aérea já contratada;

Execução do serviço por outra modalidade de transporte

Esta opção é bastante usada quando não há voos para determinado destino em tempo inferior ao que seria gasto por meio de transporte terrestre, por exemplo. 

Após o prejuízo sofrido, é direito do passageiro chegar ao seu destino em menor tempo possível.

Prestação das assistências materiais

Você nunca deverá permanecer desamparado aguardando por uma solução para um problema que não causou. 

Por esse motivo, conforme o tempo de espera, a empresa aérea deverá conceder ao consumidor algumas assistências materiais. 

Assim caso o passageiro aguarde por tempo:

  • superior a 1 hora: deverão ser oferecidas as facilidades de comunicação (internet, telefonemas etc.);
  • superior a 2 horas: o passageiro terá direito à alimentação apropriada, de acordo com o horário, por meio do fornecimento da própria refeição ou de voucher individual; 
  • superior a 4 horas: será fornecida acomodação adequada ou hospedagem, em caso de pernoite, e transporte de ida e volta ao aeroporto. Se o aeroporto se localizar em sua cidade de domicílio, você ainda poderá exigir a prestação do transporte entre sua residência e o aeroporto.

É importante lembrar que, mesmo que a companhia aérea tenha oferecido todas as alternativas para os passageiros, caso você se sinta lesado pelo cancelamento do voo, é possível dar entrada ao processo de indenização.

Dano moral

O passageiro que passou por um problema com voo certamente sofreu transtornos que decorrem da própria situação e por isso deverá receber uma indenização pelo prejuízo moral

Os danos morais ocorridos em problemas com o voo são considerados presumidos, pois provados o fato e as circunstâncias pessoais do passageiro (sofrimento, angústia etc.), não se exige prova do desconforto, da dor ou da aflição para que o dano seja reconhecido.

Apenas o fato do voo ter sido cancelado já dá o direito de indenização ao passageiro. No entanto, é fundamental reunir todas as informações necessárias para o processo.

Além disso, o dano moral pode ser agravado pela perda de um compromisso pessoal ou profissional no destino. 

Para que o consumidor seja indenizado, basta que apresente prova deste compromisso, como e-mail agendando reunião de trabalho, convite de casamento, entradas para espetáculos ou passeios turísticos, entre outros exemplos.

É importante lembrar que mesmo nos casos de dano moral presumido, o direito à indenização existe. 

Mesmo que a companhia aérea cumpra com todas as suas obrigações diante um voo cancelado, se o passageiro se sentir lesado de alguma forma, é possível dar início ao processo de indenização por danos morais.

Lembre-se de que, mesmo durante a pandemia do COVID-19, as companhias aéreas continuam sendo obrigadas a oferecer todo o suporte necessário em caso de cancelamento de voo.

O que faz um voo ser cancelado?

O que faz um voo ser cancelado?

São várias as razões que levam ao cancelamento do voo. 

Algumas podem ser, por exemplo, de responsabilidade da própria companhia aérea. Outras, no entanto, são causadas por fatores externos, como problemas meteorológicos.

Independente do motivo do cancelamento do voo, os direitos do passageiro são os mesmos, e precisam ser assegurados.

São possíveis razões de cancelamento de voo:

  • greve de funcionários da companhia aérea;
  • pandemias e epidemias;
  • furacões ou tornados;
  • falta de tripulação;
  • problemas meteorológicos, como mau tempo, causando cancelamento do voo ou atraso até que haja condições para voar em segurança;
  • manutenção não planejada da aeronave;
  • interferência na logística da companhia aérea;
  • queda no sistema operacional da companhia aérea.

O que fazer em caso de voo cancelado?

O que fazer em caso de voo cancelado?

Assim que souber do cancelamento de seu voo, busque imediatamente um contato com a empresa aérea, seja via telefone, e-mail ou SAC (se não estiver no aeroporto) ou vá ao balcão de atendimento da companhia.

A partir do momento em que recebe a notícia de voo cancelado, você passa a ter direito à reacomodação em outro voo, reembolso das passagens aéreas não usadas ou direito à execução do serviço por outra modalidade de transporte, o que significa que a empresa aérea deve te transportar até seu destino por via terrestre, por exemplo.

Entrando imediatamente em contato, você tem maiores chances de solucionar a tempo o seu problema e não perder o seu compromisso ou o seu próximo voo, especialmente se puder percorrer a rota via terrestre quando o problema é nos ares.

Caso o seu compromisso possa ser remarcado, a reacomodação sem custos em outro voo da empresa contratada em nova data e horário escolhidos pelo viajante ou reembolso para que depois sejam adquiridas novas passagens são as saídas mais escolhidas e satisfatórias.

Além disso, já estando no aeroporto, assim que tomar conhecimento do cancelamento do voo, é direito do passageiro que a empresa aérea providencie:

  • meios de comunicação (telefonemas, internet) após 1 hora de espera;
  • alimentação após 2 horas;
  • acomodação adequada após 4 horas, se necessário hospedagem em hotel para passar a noite, garantido o transporte.

Conheça detalhadamente aqui quais são os seus direitos em casos de atraso e cancelamento de voo.

Se nada foi suficiente e a empresa aérea lhe causou algum prejuízo, exija o pagamento de indenização.

Não importa se passou um furacão pela localidade do aeroporto, direito é direito e precisa ser respeitado. 

Se a empresa aérea se recusou a reacomodar, reembolsar o passageiro ou transportá-lo por outro meio; se não lhe prestou as assistências devidas, especialmente quanto ao fornecimento de comunicação, alimentação e acomodação, nasceu para esse passageiro o direito de ser indenizado pelo dano moral ou financeiro.

Para que receba a sua indenização, o viajante deverá buscar o Poder Judiciário — e a Quick Brasil poderá apoiá-lo nesse processo. 

Por meio do processo judicial, o juiz julgará se houve ou não dano, se a empresa deve ser punida e, em caso positivo, qual o valor da indenização devida.

Como há necessidade de apresentar documentos e provas, é interessante que você, enquanto passageiro lesado, lembre-se de documentar tudo o que puder: imagens do painel do aeroporto, comunicados da companhia aérea, etc.

Voo cancelado pode gerar danos morais?

Voo cancelado pode gerar danos morais?

Existem dois tipos de danos morais que podem ser gerados pelo cancelamento do voo: os danos morais à honra subjetiva e os danos morais à honra objetiva.

Danos morais à honra subjetiva

Danos morais à honra subjetiva são aqueles que atingem a maneira como você enxerga a si mesmo. Esse é o tipo mais complicado, para entender e para caracterizar.

Talvez o melhor exemplo seja o caso do passageiro que busca o balcão da companhia aérea para exigir seus direitos diante de um cancelamento de voo, e é maltratado pelo funcionário. 

Mesmo que ninguém mais presencie a cena, ela atinge sua percepção do próprio valor e da própria dignidade como consumidor. 

Além desses, existem ainda outros tipos de indenização mais complexos e menos comuns, como a indenização por perda de uma chance. 

Ela repara o dano causado quando a situação impede que você aproveite uma oportunidade concreta.

Entenda melhor com um exemplo: se você planeja comparecer a um concurso ou competição em que a presença é obrigatória, mas o cancelamento do voo impede sua chegada, você perde a oportunidade de vencer. 

Nesse caso, é possível argumentar que houve perda de uma chance.

Danos morais à honra objetiva

Danos morais à honra objetiva são aqueles que atingem a maneira como outras pessoas enxergam você. É uma situação mais comum do que parece.

Por exemplo, vamos supor que você é convidado para ser padrinho de um casamento e acaba perdendo a cerimônia por causa do voo cancelado. 

Sem dúvida, a perda de um compromisso como esse provoca um efeito negativo na sua imagem para outras pessoas. 

Veja mais no vídeo:

Quando a indenização por cancelamento de voo não é possível

De maneira geral, no universo jurídico, dizemos que não cabe indenização por mero aborrecimento. 

Isso significa que, se o voo cancelado não causou nenhum dano além do aborrecimento, não é possível pedir indenização.

Agora, você pode dizer: “Se o voo for cancelado, sempre vai haver algum dano; seja o gasto com uma nova passagem, sejam os gastos adicionais enquanto se espera o próximo voo”. 

Acontece que a legislação já prevê uma reparação para esses danos específicos. 

A Resolução 141/2010 determina que a companhia aérea deve oferecer uma nova passagem no voo seguinte ou na data mais conveniente para o passageiro, e que, caso o passageiro opte pela primeira opção, a companhia também é responsável por garantir comunicação, alimentação, acomodação e traslado durante o período de espera.

Caso você tenha interesse em saber exatamente o que a companhia aérea é obrigada a prover aos passageiros de um voo cancelado, veja o que diz o texto da Resolução:

Art. 8º Em caso de cancelamento de voo ou interrupção do serviço, o transportador deverá oferecer as seguintes alternativas ao passageiro:

I – a reacomodação:

  1. a) em voo próprio ou de terceiro que ofereça serviço equivalente para o mesmo destino, na primeira oportunidade;
  2. b) em voo próprio a ser realizado em data e horário de conveniência do passageiro;

II – o reembolso:

  1. a) integral, assegurado o retorno ao aeroporto de origem em caso de interrupção;
  2. b) do trecho não utilizado, se o deslocamento já realizado aproveitar ao passageiro;

III – a conclusão do serviço por outra modalidade de transporte, em caso de interrupção.

Art. 9º Em caso de cancelamento de voo ou interrupção do serviço será devida assistência na forma prevista no art. 14, exceto nos casos em que o passageiro optar por qualquer das alternativas contidas no art. 8º, incisos I, alínea “b”, e II, alínea “b”.

Art. 14. Nos casos de atraso, cancelamento ou interrupção de voo, bem como de preterição de passageiro, o transportador deverá assegurar ao passageiro que comparecer para embarque o direito a receber assistência material.

  • 1º A assistência material consiste em satisfazer as necessidades imediatas do passageiro, gratuitamente e de modo compatível com a estimativa do tempo de espera, contados a partir do horário de partida originalmente previsto, nos seguintes termos:

I – superior a 1 (uma) hora: facilidades de comunicação, tais como ligação telefônica, acesso a internet ou outros;

II – superior a 2 (duas) horas: alimentação adequada;

III – superior a 4 (quatro) horas: acomodação em local adequado, traslado e, quando necessário, serviço de hospedagem.

  • 2º O transportador poderá deixar de oferecer serviço de hospedagem para o passageiro que residir na localidade do aeroporto de origem.

Se alguma das condições acima não forem cumpridas, o passageiro poderá recorrer e, possivelmente, ser indenizado. É importante ter em mente, no entanto, que mesmo caso a empresa cumpra com todas as suas obrigações, se o passageiro se sentir lesado de alguma maneira, poderá recorrer à indenização.

Caso tenha dúvidas se o seu caso é válido ou não para indenização, faça seu cadastro e a equipe da Quick Brasil poderá assessorá-lo.

Como resolver problemas de cancelamento de voo online

Como resolver problemas de cancelamento de voo online?

Para resolver os problemas de voo cancelado online, você pode seguir dois caminhos: buscar seus direitos através do site do consumidor.gov.br ou Procon; ou contar com uma empresa especializada, como a Quick Brasil.

Para o primeiro caso, você deverá reivindicar uma indenização pelos danos morais que foram causados pelo cancelamento do seu voo.

É importante ter em mente, no entanto, quais fatores são necessários para que você, de fato, tenha um caso que se enquadre em danos morais.

São eles:

  • chegar ao destino com 4 horas ou mais de atraso;
  • ser avisado com menos de 72h do horário previsto de partida sobre o cancelamento.

Com um ou ambos os pontos acima, mesmo que a empresa tenha cumprido com seus deveres, se você se sentir lesado, poderá dar início ao processo.

Nesses casos, o dano moral é presumido, e por isso é possível ser indenizado.

É importante que você tenha toda a documentação que comprove os problemas sofridos para apresentá-las no caso.

Caso opte pela cessão dos direitos creditórios, continue a leitura para entender como a Quick Brasil pode te ajudar.

Como a Quick Brasil pode ajudar?

O processo de indenização em casos de cancelamento de voo pode ser demorado e custoso para os passageiros.

Por isso, a QuickBrasil oferece uma alternativa a esse caminho: apresente alguns poucos documentos, preencha os dados de seu voo para análise e, caso seu voo se qualifique, considere sua reclamação um sucesso, simples e rápido, para todos.

Entenda como a Quick funciona:

Os documentos necessários são:

  • Documentos pessoais: RG, CPF e comprovante de residência;
  • Comprovante da compra das passagens ou cartão de embarque;
  • Evidência do cancelamento de voo ou atraso, como nova passagem de embarque, imagem da tela no aeroporto, declaração da empresa aérea.

Caso a empresa aérea não tenha prestado as assistências materiais (fornecimento de meio de comunicação, alimentação e acomodação enquanto o consumidor aguarda por uma solução para o problema), é interessante que o viajante apresente também o comprovante destes gastos indevidos.

Além disso, para aumentar as suas chances de sucesso ao reclamar contra empresas aéreas e conseguir fazer com que sejam punidas, caso você tenha sofrido perda de compromisso, é recomendável que apresente os documentos que comprovem o ocorrido. 

Perda de reuniões de trabalho, prova de concurso, casamento, consulta médica, eventos de música etc., todo compromisso conta. 

Acesse aqui uma lista de exemplos e de seus respectivos documentos.

O que é a cessão de direitos creditórios?

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre essa possibilidade, mas existe uma ampla gama de direitos que você pode ceder para outra pessoa. 

Entre eles, estão os direitos creditórios, isto é, os direitos de receber algum crédito. 

Partimos do pressuposto de que você passou por uma situação que lhe dá o direito de reclamar uma indenização por cancelamento de voo, como os exemplos apresentados ao longo do artigo. 

Essa indenização é um crédito que você tem com a companhia aérea. Porém, em vez de reclamar pessoalmente, é possível ceder esse direito para uma terceira parte.

Ao ceder o direito creditório, essa terceira parte passa a ser a única que pode reclamar o crédito; em outras palavras, você abre mão completamente da indenização. Ora, por que você iria fazer isso? 

Simples: porque você recebe um pagamento imediato e sem riscos em troca dos direitos creditórios cedidos.

A vantagem da cessão de direitos creditórios é que você recebe um pagamento imediato, liberado em questão de dias, sem qualquer transtorno ou custo. 

Comparado a gastar seu tempo e até dinheiro correndo atrás de uma indenização que talvez só chegue daqui a alguns anos, é uma alternativa muito melhor.

Existem empresas que se dedicam a adquirir direitos creditórios, pagando bons valores por eles. Essas empresas têm os recursos necessários para bancar os processos de indenização até o fim, diferentemente da maioria das pessoas. 

É uma transação lícita, segura, e que traz vantagens para as duas partes.

Nesse artigo, você viu quando a indenização por cancelamento de voo é possível e quando não é. Também aprendeu como proceder para receber uma indenização e descobriu uma alternativa mais simples, a cessão dos direitos creditórios. 

Agora, você não tem mais motivos para deixar qualquer voo cancelado passar em branco; aplique o que explicamos aqui e faça seu direito valer.

Ao cadastrar seu caso junto à Quick, você está ajudando a pressionar as empresas aéreas a melhorarem seus serviços.

Com o aumento do número de pessoas recorrendo à indenização caso sejam / se sintam lesadas com atrasos e cancelamentos de voo, o caminho é de melhoria na prestação de serviços e assistências futuramente, evitando transtornos.

Você teve um voo cancelado e acredita que pode receber uma indenização pelo fato? Então, cadastre seu caso na Quick Brasil e descubra se você pode ceder esse direito creditório em troca de um pagamento imediato! 

Tire suas dúvidas, conversando com nossa equipe por Whatsapp!

Postado em: outubro 29, 2019

Voo cancelado: o que fazer se eu estiver em uma viagem de trabalho?

Voo cancelado: o que fazer se eu estiver em uma viagem de trabalho?

Você costuma viajar a trabalho? Se pegar o avião para visitar clientes, participar de eventos do setor, conhecer novos fornecedores e outras atividades de trabalho é rotina para você, um voo cancelado pode causar vários transtornos profissionais. E, na hora em que isso acontece, muitas pessoas ficam perdidas: o que fazer?

Pois é, existem algumas medidas que você pode tomar quando há um voo cancelado em uma viagem de trabalho. Aliás, é importante que você tenha consciência de que tanto o passageiro quanto a empresa têm direitos, em uma situação de cancelamento de voo. 

Nesse artigo, vamos explicar o que você deve fazer se tiver o voo cancelado na sua próxima viagem de trabalho e como a QuickBrasil pode te ajudar. Acompanhe!

Os direitos do passageiro de voo cancelado

Os direitos do passageiro de voo cancelado

Você precisa fazer uma viagem de trabalho. Então, faz a sua mala e chega ao aeroporto com a antecedência recomendada para embarcar. Porém, quando o horário previsto na reserva se aproxima, uma voz no alto-falante informa que o voo foi cancelado. E agora?

A ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil prevê uma série de direitos dos passageiros em caso de cancelamento de voo. 

Se você estiver no aeroporto de partida da viagem, pode escolher entre as seguintes alternativas:

  • Receber o reembolso integral do valor da passagem;
  • Remarcar o voo para uma data e horário que seja mais conveniente para o passageiro, sem qualquer custo adicional;
  • Embarcar no próximo voo, da mesma companhia ou de outra, para o mesmo destino, em que houver lugares disponíveis, sem qualquer custo adicional.

E se você já estiver em um aeroporto de conexão? Nesse caso, as opções mudam um pouco.

  • Receber o reembolso integral do valor da passagem e os meios para retornar ao aeroporto de origem, sem qualquer custo adicional;
  • Receber o reembolso parcial, apenas dos trechos ainda não utilizados;
  • Remarcar o voo para uma data e horário que seja mais conveniente para o passageiro, sem qualquer custo adicional;
  • Embarcar no próximo voo, da mesma companhia ou de outra, para o mesmo destino, em que houver lugares disponíveis, sem qualquer custo adicional;
  • Possibilitar a conclusão da viagem por outro meio de transporte, como ônibus, sem qualquer custo adicional.

Esses são os direitos de compensação. No entanto, em alguns casos, a ANAC também garante outros direitos ao passageiro do voo cancelado: trata-se da assistência material.

A assistência material tem por objetivo resolver alguns danos materiais que o passageiro pode sofrer em consequência do cancelamento.

Imagine que o seu voo foi cancelado e você optou por embarcar no próximo disponível. O problema é que o próximo voo só sai daqui a 5 horas. Nesse meio tempo, você precisa almoçar. A companhia aérea tem a obrigação de pagar ou reembolsar esse gasto. 

As regras para a assistência material são as seguintes:

  • Se, em consequência do cancelamento, o passageiro precisar esperar a partir de 1 hora, tem direito a assistência para comunicação;
  • Se, em consequência do cancelamento, o passageiro precisar esperar a partir de 2 horas, tem direito a assistência para alimentação;
  • Se, em consequência do cancelamento, o passageiro precisar esperar a partir de 4 horas, tem direito a assistência para acomodação e deslocamento.

Na teoria, isso resolve os problemas causados pelo voo cancelado. Na prática, não é bem assim, especialmente se você estiver em uma viagem de trabalho. 

O que fazer quando o voo é cancelado?

O que fazer quando o voo é cancelado?

A primeira coisa a fazer, quando você recebe a informação do cancelamento de voo, é avisar a sua empresa e notificar as pessoas com as quais você tem algum compromisso marcado. Afinal, em uma viagem de trabalho, provavelmente será preciso tomar algumas medidas para que o imprevisto não cause problemas maiores.

Em seguida, você deve procurar o balcão da companhia aérea no aeroporto.

Lá, você precisará se identificar, apresentando seu documento pessoal e o cartão de embarque. Então, os atendentes deverão explicar as alternativas disponíveis (aquelas que você acabou de ver no item anterior) e orientá-lo sobre como usufruir desses direitos. 

Isso não significa que a história acaba por aí. Depois de resolvido o problema imediato, em algumas situações, você ainda pode pedir uma indenização pelo voo cancelado.

Quando é possível pedir indenização por voo cancelado

Quando é possível pedir indenização por voo cancelado

O Direito brasileiro é muito claro ao determinar que todo dano deve ser reparado. Essa previsão existe, por exemplo, no Código Civil e no Código de Defesa do Consumidor. 

Isso não significa que você sempre pode pedir indenização. As medidas de compensação e assistência material que a companhia é obrigada a garantir resolvem o problema imediato do cancelamento de voo.

Então, você não pode pedir uma indenização pelo cancelamento em si, porque ele já foi reparado. Porém, se o cancelamento trouxe, como consequência, outros danos, é possível pedir indenização por danos morais e  pela perda de compromisso.

Vamos explicar a seguir. 

Tipos de indenização

Tipos de indenização

Nós vamos apresentar alguns exemplos de situações de voo cancelado em que é possível pedir indenização. Porém, antes disso, você precisa entender um pouco melhor quais são os tipos de indenização.

Basicamente, existem dois grandes grupos. O primeiro é a indenização por danos materiais, que serve para reparar prejuízos concretos, objetivos, facilmente quantificáveis. O segundo é a indenização por danos materiais, que serve para reparar prejuízos subjetivos, intangíveis.

Tipos de danos

Dentro do grupo de indenização por danos morais, existem dois tipos diferentes de danos.

O primeiro é chamado de lucros cessantes. Ele está presente quando a situação impede que você obtenha um lucro que normalmente teria. O segundo é chamado de danos emergentes. Ele está presente quando a situação leva você a realizar um gasto que normalmente não teria.  

Dentro do grupo de indenização por danos morais, também existem dois tipos diferentes de danos. 

O primeiro é o dano à honra objetiva. Ele está presente quando a situação afeta a sua imagem perante outras pessoas. O segundo é o dano à honra subjetiva. Ele está presente quando a situação afeta sua autoimagem. 

Um fato importante: no mesmo caso de voo cancelado, é possível cumular diferentes pedidos de indenização, por diferentes tipos de dano. Basta, é claro, haver as condições para caracterizar cada um deles.

Exemplos de indenização por voo cancelado

Exemplos de indenização por voo cancelado

Agora, vamos ver esse assunto de uma forma um pouco mais prática: por meio de exemplos. Vamos apresentar casos fictícios – mas possíveis – em que é possível pedir indenização por cancelamento de voo em viagem de trabalho à companhia aérea.

1. Lucros cessantes

Primeiro, vejamos um caso em que cabe indenização por lucros cessantes.

A sua empresa está negociando com um cliente há meses. O cliente está convencido a comprar e o contrato está pronto para ser assinado. Então, o cliente pede que um representante da empresa faça uma visita para almoçarem e assinarem o documento, fechando oficialmente o negócio. 

Você é escolhido para fazer essa visita. Como é uma viagem rápida, você deve embarcar no dia marcado para o almoço, de manhã. No entanto, o voo é cancelado e o próximo só vai sair 6 horas mais tarde. 

Em decorrência disso, o cliente desiste do negócio. Ele afirma que a falta do representante em uma data tão importante é sinal de que a empresa não é confiável. Resumindo: a empresa perde um contrato que geraria alto lucro para o negócio. E, possivelmente, você também sai prejudicado, perdendo uma comissão sobre as vendas para esse cliente. 

Nesse cenário, a empresa pode processar a companhia aérea pelos lucros cessantes do contrato. Você também pode processar a companhia aérea pelos lucros cessantes da comissão.

2. Danos emergentes

Agora, vamos a um caso ilustrativo de danos emergentes.

Você vai fazer uma viagem de trabalho de cinco dias. As reservas de hotel já foram feitas e pagas, com uma tarifa promocional sem direito a reembolso. O check-in é das 11h00min às 15h00min. Seu voo está programado para chegar ao destino às 13h00min, com tempo suficiente para fazer o check-in no hotel e garantir a primeira diária. 

No entanto, o voo é cancelado e, mesmo pegando o próximo voo de outra companhia aérea, você só vai conseguir chegar ao destino às 16h00min. Então, sobram duas alternativas: avisar o hotel do atraso e pagar a taxa extra por um late check-in, ou perder a diária e ter que pagar de novo. 

Independentemente da alternativa, a empresa terá um gasto adicional, que não estava previsto.

Nesse cenário, a empresa pode processar a companhia aérea por danos emergentes da despesa com hotel. Se você pagar do próprio bolso e a sua empresa não reembolsá-lo pelos gastos adicionais, você mesmo pode pleitear essa indenização junto à companhia aérea.

3. Dano à honra objetiva

O próximo exemplo é um caso de dano à honra objetiva.

A sua empresa decide enviar você para palestrar em um evento extremamente prestigioso do setor. Os participantes pagam caro por ingressos para esse evento, e a sua palestra é um dos destaques. Será uma boa oportunidade para dar mais visibilidade à empresa.

Infelizmente, devido ao voo cancelado, você perde o compromisso: não consegue chegar no horário para sua apresentação. No dia seguinte, na internet, dezenas de pessoas estão comentando com insatisfação pela sua ausência, e acusando a empresa de ser desorganizada e não se importar com o público.

Nesse cenário, a empresa pode processar a companhia aérea por danos à honra objetiva, já que o cancelamento afetou negativamente sua imagem aos olhos de outras pessoas. Se houver críticas específicas a você, que era o palestrante, você também pode entrar com o mesmo pedido de indenização.

4. Dano à honra subjetiva

Finalmente, o último exemplo é um caso de dano à honra subjetiva.

No entanto, cuidado: aqui, nós não podemos apresentar um exemplo em que a empresa pede indenização. O motivo é que, no entendimento dos juristas, empresas não têm honra subjetiva. Elas não são capazes de perceber a si mesmos, não têm autoimagem.

Bom, então, nesse caso, a indenização cabe apenas ao passageiro, mesmo sendo uma viagem de trabalho!

Suponha que você foi informado de que seu voo está cancelado. Você opta por um lugar no próximo voo disponível, mas o embarque só vai começar em 4 horas.

Pelas regras da ANAC, nessas condições, você tem direito a assistência material. Então, procura o balcão da companhia aérea para pedir um voucher para alimentação. A atendente recusa, age com agressividade e até solta algumas ofensas.

Ninguém está por perto para ouvir, no momento. Porém, isso não importa, porque estamos falando de honra subjetiva; o que interessa é o efeito na sua percepção de si mesmo, que é abalada pela maneira como foi tratado. 

Nesse cenário, você pode processar a companhia aérea por danos à honra subjetiva. Vale a pena ressaltar que a companhia é, sim, responsável pelas ações de todos os seus funcionários, Portanto, ela deve responder pelo comportamento dessa atendente.

Como pedir indenização

Como pedir indenização

Se você identifica algum dos exemplos que viu nesse artigo, ou uma situação parecida, com o seu caso de voo cancelado, então tem uma boa chance de receber indenização. O problema é que pedir a indenização não é tão simples; além disso, até você efetivamente ver o dinheiro, provavelmente vai demorar meses (ou até anos).

O primeiro passo recomendado para pedir indenização é procurar diretamente a companhia aérea, através dos canais de atendimento ao cliente e ouvidoria. A depender das circunstâncias, para evitar publicidade negativa, talvez seja possível entrar em um acordo.

No entanto, se você não conseguir resolver diretamente com a companhia aérea ou quiser conquistar aquela sensação de “justiça sendo feita”, nesse caso é mais interessante pedir a indenização através do poder judiciário.

Bom, se a tentativa de aproximação direta não der resultados, você pode procurar órgãos administrativos – mais especificamente, PROCON e ANAC. Eles não vão conceder a indenização, porque isso está fora das suas atribuições; porém, eles podem exigir que a companhia aérea preste esclarecimentos.

Finalmente, a solução final e recomendada é buscar o poder judiciário, entrando com um processo. Para isso, você pode usar os serviços do JEC, Juizado Especial Cível, que recebe causas com valor até salários-mínimos e tem um procedimento um pouco mais ágil.

Mesmo assim, não espere ver seu dinheiro de um dia para o outro. As companhias aéreas, assim como a maioria das empresas, usa todos os recursos possíveis para adiar a sentença e a execução da sentença, mas existe uma forma mais rápida e simples de resolver isso: vamos explicá-la a seguir.

Uma solução alternativa

Uma solução alternativa

Você não quer abrir mão do dinheiro da indenização pelo voo cancelado. Por outro lado, também não está disposto a esperar meses e aguentar todos os transtornos de um processo judicial (ter que juntar provas, participar de audiências, ficar cobrando o advogado sobre o andamento da ação…). Então, será que tem outra solução?

Boas notícias: tem sim. É a cessão de direitos creditórios.

Ceder direitos creditórios significa repassar para outra pessoa o direito a um crédito, a um recebimento. No caso, você repassa o direito ao recebimento da indenização para uma empresa especializada. Daí pra frente, essa empresa é quem vai correr atrás do processo e, se a indenização realmente sair, é ela que fica com o dinheiro.

Que vantagem você leva? Em troca dos direitos creditórios, você recebe uma compensação financeira justa, compatível com a expectativa do valor da indenização. No processo, não existem garantias de ganhar; com a cessão, você tem certeza de que vai receber. 

O melhor: esse valor é pago em questão de dias e sem burocracia! 

Entenda como funciona: 

Então, se você já teve um voo cancelado em viagem de trabalho e foi prejudicado por isso, essa pode ser a alternativa ideal para a reparação dos danos sofridos.

Ficou interessado em saber mais sobre como você pode fazer a cessão de direitos creditórios e receber uma compensação financeira, com rapidez e praticidade? Conheça a Quick Brasil e deixe nossa equipe tirar suas dúvidas por Whatsapp!

Postado em: outubro 22, 2019

Voo atrasado: direitos do passageiro e como conseguir indenização

Voo atrasado: direitos do passageiro e como conseguir indenização

Você já teve que lidar com um voo atrasado? 

Esse tipo de imprevisto pode afetar os passageiros de diversas formas: desde a perda de compromissos importantes, até problemas com diárias e outras ocasiões.

Os atrasos de voo podem ser passíveis de indenização, mas para que você consiga conquistar esse benefício, é necessário saber quais são os seus direitos, como se preparar para dar início ao processo e quais são as alternativas.

Pensando nisso, decidimos criar um conteúdo completo sobre o tema.

Continue a leitura.

Quais são os direitos do passageiro em caso de voo atrasado?

O Código de Defesa do Consumidor e as Resoluções da ANAC trazem direitos indispensáveis ao viajante para que realize sua viagem da melhor maneira possível, recebendo serviço seguro e de alta qualidade. 

Conhecer os seus direitos é fundamental para que possa exigi-los no momento em que a empresa aérea pretenda lhe causar dano. 

No entanto, existem situações que fogem ao controle do passageiro, sendo impossível evitar o prejuízo. 

Nestes casos, a solução ao problema deverá ser posterior: uma reclamação com pedido de indenização. 

Dessa forma, para que o consumidor evite o dano impondo os seus direitos ou exija sua indenização com base neles, listamos abaixo os principais direitos do viajante.

O mau tempo não faz o seu direito valer menos

Independente do pouso forçado da aeronave em outra cidade por mau tempo ser medida necessária para a segurança dos passageiros, isto não significa que, ao desembarcar, cada viajante deveria ser deixado à própria sorte. 

Mesmo com a pandemia do COVID-19, os direitos continuam vigentes.

É dever da empresa aérea ampará-los, prestar todas as assistências necessárias.

Prestação das assistências materiais

As assistências materiais são devidas em casos de atrasos de voos ou outros problemas com os voos e objetivam suprir algumas necessidades básicas do passageiro, oferecendo conforto e prezando por sua integridade. 

Estabelecidas de acordo com o tempo de espera, as assistências são:

  • Após aguardar por 1 hora: o passageiro tem direito às facilidades de comunicação, como telefonemas e acesso à internet;
  • Após aguardar por 2 horas: deverá ser fornecida refeição de acordo com o horário (café da manhã, lanche, almoço, jantar) ou voucher em valor suficiente para que o passageiro se alimente no aeroporto;
  • Após aguardar por 4 horas: o passageiro deverá ser acomodado adequadamente para a espera por solução ao problema, devendo receber hospedagem em hotel se for o caso de pernoite, incluído o transporte de ida e volta ao aeroporto.

Dano moral

No nosso ordenamento jurídico, nos atrasos de voos superiores a 4 horas e nos cancelamentos de voos  os danos morais são presumidos. 

Isso significa que o passageiro não precisa se preocupar em provar que sofreu constrangimentos, frustrações, dor, angústia, permaneceu sem segurança etc. 

Neste caso, já se presume que a própria situação de problema com o voo obrigue o passageiro a passar por tudo isso.

Nos casos de atrasos de voos menores que 2 horas, será necessário que se prove a ocorrência de qualquer outro dano moral para que se tenha direito à indenização, como a perda de compromissos pessoais ou profissionais. 

Reacomodação em outro voo

Em caso de cancelamentos e atrasos de voos superiores a 4 horas, os passageiros deverão ser reacomodados em outro voo, podendo ser este:

  • o próximo voo para o destino pretendido, sendo realizado até mesmo por outra empresa aérea;
  • voo escolhido pelo consumidor em horário conveniente, sendo obrigatório somente que seja operado pela empresa aérea já contratada.

Não sendo cumprido este dever, a empresa aérea deverá indenizá-los pelos danos sofridos.

Execução do serviço por outra modalidade de transporte

Em caso de não haver voo em tempo razoável para que os passageiros não sofram prejuízos aguardando pela reacomodação tardia, é dever da empresa oferecer o transporte por outro meio. 

Por que os voos podem atrasar?

Por que os voos podem atrasar?

Existem vários motivos pelos quais um voo pode atrasar. Entenda alguns deles.

Más condições meteorológicas

Em geral, um tempo ruim é causado por neve pesada ou chuva que causa atrasos ou cancelamentos de voos. 

Além disso, esses fatores podem fazer com que os aeroportos fechem e afetem todos os voos programados.

Manutenções não programadas

A responsabilidade das companhias aéreas é a segunda maior causa de atrasos de voo, diz o estudo Panorama 2015, Abear, já que 28% do total foram causados por falhas de aeronaves. 

Por outro lado, 13% dos voos atrasados foram devido a problemas técnicos no terreno.

Outro problema frequente é a colisão com pássaros.

Estes podem ser sugados pela turbina ou colidir com a fuselagem e, por sua vez, causar uma manutenção não programada antes do desembarque.

Conexões para outros voos

A espera por conexões é a principal causa de atrasos nos voos domésticos em 2015, segundo o estudo da Abear com dados da Anac. 

Em geral, quando os passageiros em voos de conexão foram atrasados, os aviões devem esperar por esses passageiros e, assim, gerar mais atrasos. 

No entanto, essa espera não pode exceder uma hora ou a companhia deverá oferecer assistências materiais aos passageiros.

Um passageiro não embarcado

Malas passam por um controle onde se verifica que o proprietário já embarcou no avião para decolar. 

Esta medida é tomada pela segurança para proteger contra possíveis acusações suspeitas, como armas, bombas e drogas. 

Geralmente encontrar um passageiro é mais tedioso do que encontrar sua bagagem, a companhia aérea pode esperar pelo passageiro por no máximo uma hora.

Estes desaparecimentos de passageiros são dados porque podem ser encontrados perdidos em lojas, salas de embarque ou no meio do aeroporto.

Limite de jornada da tripulação

O dia para o trabalho diário da tripulação é de no máximo 11 horas. 

No momento em que está prestes a terminar a sua jornada, outro membro da tripulação deve tomar o seu lugar. 

Se um grupo de tripulantes não estiver disponível no momento, é muito provável que seu voo seja atrasado ou cancelado.

Overbooking

O overbooking pode acontecer por vários motivos:

  • Cancelamento de voos – os passageiros são reorganizados em outros voos quando outros voos foram cancelados devido a problemas meteorológicos ou técnicos.
  • A aeronave mudou sem programação prévia. Deve ser alterado para uma aeronave de menor capacidade quando ocorrerem problemas técnicos ou operacionais com aeronaves de maior capacidade.
  • Overselling de bilhetes disponíveis – acontece quando o software não indica o número de bilhetes disponíveis e excede a sua venda.
  • Acomodação de passageiros que perderam sua conexão (overbooking para atender a passageiros em trânsito) e atraso de passageiros.

Mal súbito de passageiros ou tripulação

Quando os desconfortos se tornam perigosos, é necessário que o avião pare no aeroporto mais próximo.

Queda no sistema

Quando isso acontece, dados importantes como o número de passageiros embarcando ou o peso do avião são desconhecidos. 

Os membros da tripulação devem informar a companhia aérea desta informação após o encerramento do carregamento.

Congestionamento aéreo

O congestionamento aumenta o risco de potenciais acidentes aéreos com a aproximação entre aeronaves durante o voo.

Problemas causados por passageiros

Em alguns casos de desentendimentos entre passageiro (como desentendimentos a bordo e bebedeira), é necessário que um policial entre na aeronave para retirar do avião um ou ambos passageiros.

Mais fiscalização durante a revisão no raio X

Muitas vezes, passar pela segurança pode demorar mais do que o necessário, porque quando há muitas pessoas longas filas são geradas.

Embarque com bagagens de mão fora do padrão

Quando as dimensões permitidas da bagagem de mão excedem os padrões permitidos (5 e 115 centímetros – voos domésticos – e 115 centímetros (voos internacionais)), os passageiros devem retirar a mala.

O que fazer em caso de voo atrasado? 

O que fazer em caso de voo atrasado? 

Em caso de atraso no voo, o primeiro caminho é tentar dialogar diretamente com a companhia aérea. 

Dependendo do caso, para evitar a publicidade negativa de um processo, pode ser que exista uma proposta de acordo.

O segundo caminho, se as tentativas de diálogo forem ignoradas, é acionar o PROCON e a ANAC. 

Esses órgãos administrativos não podem condenar a companhia aérea a pagar nada, mas podem exigir que ela preste esclarecimentos. 

O terceiro caminho é abrir um processo judicial e solicitar uma indenização.

No entanto, você deve estar ciente de que os processos podem levar muito tempo para serem julgados, e mais algum tempo para que o dinheiro chegue no seu bolso.

Quem quer garantir seu direito, porém, não deseja esperar tanto, pode optar pela cessão do direito creditório. 

Em outras palavras, você vende o direito de processar a companhia aérea e recebe uma indenização, como é o caso do serviço oferecido pela QuickBrasil.  

Essa alternativa tem a vantagem de que você recebe imediatamente e sem ter que enfrentar todos os transtornos que acompanham o processo judicial.

Além disso, a Quick assume o risco da ação não dar em nada. Porém, a QuickBrasil só atende casos de atrasos superiores a 4 horas de chegada ao destino. Tem dúvidas? Entre em contato conosco

Guarde os documentos

Diante das eventualidades, é bastante útil que o passageiro esteja munido de todo tipo de documentação e provas possíveis.

Algumas vezes, em razão da preocupação gerada pela própria situação de atraso ou cancelamento de voo, os viajantes acabam se esquecendo de documentar e arquivar os comprovantes de contratação de serviços e de compras realizadas.

Este hábito deve ser adotado desde o momento preparatório da viagem até o seu fim.

Neste sentido, estão listados adiante exemplos dos principais documentos que devem ser cuidadosamente separados e mantidos pelos viajantes com o intuito de facilitar a reivindicação pelos seus direitos.

Registre tudo: documentar a progressão do problema ajudará a encontrar a melhor solução.

  • Documentos referentes ao voo: comprovante de compra dos bilhetes aéreos, no qual conste valor dos mesmos e dos demais impostos, taxas e tarifas cobrados; comprovante de realização das reservas das passagens aéreas; comprovante do cartão de embarque; fotografias do painel de embarque, documento escrito requerido à empresa aérea relatando dados do atraso ou do cancelamento do voo.
  • Documentos referentes aos gastos necessários diante do não fornecimento das assistências materiais: comprovante de gastos com comunicação (por exemplo: ligações realizadas pelo próprio passageiro em busca de solução para o problema), com alimentação, transporte e hospedagem durante o tempo de espera por solução para o atraso ou cancelamento do voo.
  • Documentos relacionados ao objetivo da viagem: se for uma viagem realizada a lazer, guarde consigo os comprovantes dos gastos com hospedagem, compra de passeios turísticos e demais atrações oferecidas pelo destino escolhido. Se a viagem tiver o objetivo de cumprir um compromisso, guarde também documentos relacionados a esta atividade, como comprovante de inscrição em concurso, competições, convites para eventos, e-mail no qual consta a marcação de uma reunião de negócios etc.
  • Fotos do ocorrido: se for possível, tire fotos como respaldo do mau serviço prestado, dos comunicados e outros detalhes que podem ajudar durante o processo.

Dica: é interessante que o passageiro se preocupe em não manter apenas uma via, geralmente a original, de determinados documentos.

Neste sentido, por exemplo, os comprovantes de compras costumam ter os dados apagados pelo tempo e as vias físicas podem se perder por vários outros motivos.

Assim, é indicado que o passageiro arquive também cópias de seus documentos, de preferência digitalizados para que sejam armazenadas em dispositivos seguros.

Ainda, para que os documentos possam ser guardados de forma digitalizada, basta uma simples fotografia dos mesmos, com bom enquadramento e bom foco.

Procure os órgãos responsáveis

Diante do desrespeito aos direitos do passageiro praticado pelas empresas aéreas, o viajante, cumprindo alguns procedimentos, poderá reivindicar o efetivo cumprimento de suas prerrogativas. 

Acione a empresa aérea diante de atraso ou cancelamento de voo

Inicialmente, diante de atraso ou cancelamento de voo, é necessário que o passageiro acione a empresa aérea e exija que seus direitos sejam observados conforme as peculiaridades de cada caso e de acordo com os direitos do passageiro conhecidos até aqui.

Para tanto, o viajante poderá se dirigir ao balcão da empresa transportadora, buscar qualquer atendente da mesma nos portões de embarque ou registrar uma reclamação formal perante a companhia, o que gerará um número de protocolo para que o passageiro acompanhe o processamento de sua reclamação e também a solução encontrada para o seu problema.

Caso a empresa aérea apresente uma saída para o referido atraso ou cancelamento de voo, verifique se aquela sugestão é a que melhor lhe atenda.

Se o passageiro perceber que a empresa aérea está se recusando a atendê-lo como se deve, seja por meio de respostas automáticas, apresentando apenas uma opção tendenciosa para a solução do problema ou simplesmente não respondendo o contato realizado pelos diferentes canais para contato disponibilizados, o viajante poderá procurar outros meios de reclamar a violação aos seus direitos.

Acione a ANAC

Se a companhia aérea não atender aos pedidos do viajante, este poderá entrar em contato com a ANAC, que é a agência reguladora responsável pelo cumprimento das normas da aviação civil, e registrar sua reclamação.

No entanto, a ANAC somente atua em âmbito administrativo, ou seja, aplicará à empresa aérea sanção administrativa diante do descumprimento das regras da aviação. Dessa forma, o registro de reclamação perante a ANAC funciona como mais um meio de garantir provas ao consumidor da lesão aos seus direitos.

Ainda, este contato poderá ser feito por meio do site da ANAC ou nos postos de atendimento existentes em alguns aeroportos.

Acione os órgãos de defesa do consumidor ou o Poder Judiciário

Para reivindicar indenizações por danos morais, além dos danos materiais, o passageiro deve consultar os órgãos de defesa do consumidor (a exemplo do Procon) ou se dirigir ao Poder Judiciário.

Dessa maneira, hoje existem mecanismos que auxiliam o passageiro no reconhecimento de seus direitos perante o Poder Judiciário.

É o caso da QuickBrasil, ferramenta colocada à disposição do consumidor que objetiva, por meio das reclamações, promover a melhoria da qualidade do transporte aéreo.

Quais são os tipos de indenização?

Existem quatro tipos: dois ligados aos danos materiais e dois ligados aos danos morais.

As indenizações por danos materiais são:

  • Indenização por lucros cessantes: você pode pedir essa indenização quando existe uma situação em que você normalmente teria um certo lucro, mas, por causa do dano sofrido, esse lucro não se realiza
  • Indenização por danos emergentes: você pode pedir essa indenização quando existe uma situação em que você tem gastos adicionais, que não teria normalmente, por causa do dano sofrido

Enquanto isso, as indenizações por danos morais são:

  • Indenização por danos à honra objetiva: você pode pedir essa indenização quando a ação da outra parte afeta a percepção que as outras pessoas têm de você e prejudica a sua relação com outras pessoas
  • Indenização  por danos à honra subjetiva: você pode pedir essa indenização quando a ação da outra parte afeta a sua percepção de si mesmo

Um ponto muito importante é que os diferentes tipos de indenização são cumuláveis. 

Você pode receber todos esses tipos de indenização por um único dano, desde que os efeitos desse dano se enquadrem nas respectivas definições que você viu acima. 

Também existe um detalhe que merece atenção das empresas. 

Uma empresa não pode receber indenização por danos à honra subjetiva, porque o entendimento jurídico sobre o assunto é que a empresa não tem “percepção de si mesma”. 

Esse é um tipo de indenização que só é possível para pessoas naturais.

Nós já vimos quais são os quatro tipos de indenização, mas que tal descobrir como eles se aplicam no caso de um voo atrasado? Então, confira esses exemplos.

1. Lucros cessantes

Uma empresa envia o vendedor em uma viagem para assinar um contrato que já está completamente negociado com o cliente. 

Não há qualquer dúvida de que o contrato vai ser assinado. 

No entanto, por causa do voo atrasado, o vendedor perde a reunião. 

O cliente, então, recusa o contrato afirmando que a empresa “não é profissional” e “não merece confiança”. Nesse caso, a empresa perde lucros que deveria ter. 

2. Danos emergentes

O viajante, em decorrência do voo atrasado, perde o horário de check-in no hotel. 

Para não perder a diária, precisa pagar uma taxa por late check-in, isto é, check-in após o horário. 

Nesse caso, ele tem um gasto adicional, que normalmente não teria.

3. Danos à honra objetiva

O viajante pretende ir a um casamento, do qual é o padrinho. 

Por causa do atraso do voo, perde a cerimônia, o que prejudica seu relacionamento com os noivos e o constrange diante de todos os presentes. 

Nesse caso, é sua honra objetiva que é abalada.

4. Danos à honra subjetiva

No mesmo exemplo do casamento, mesmo que não houvesse nenhuma repercussão negativa com os noivos e os outros convidados, ainda caberia indenização. 

Afinal, um casamento é um evento que você não tem outra chance de assistir. 

Uma mãe que perde o casamento da filha por causa do atraso do avião, por exemplo, é um caso certo de dano à honra subjetiva.

Quando conseguir indenização por danos morais com voo atrasado?

Quando conseguir indenização por danos morais com voo atrasado?

Antes de falarmos sobre como conseguir, é importante entendermos a diferença entre danos morais e danos materiais, que também podem ser previstos em caso de atraso de voo.

Os danos materiais se referem a danos concretos, que atingem um bem tangível, como um carro ou um computador. 

Eles podem ser facilmente quantificados e convertidos objetivamente em um valor. 

Por exemplo, se alguém, mesmo que acidentalmente, quebrar seu computador, você sofreu um dano material. 

Você pode quantificá-lo pelo preço do reparo, se for possível consertar, ou pelo preço do próprio computador perdido, se não for.

Não se preocupe, nós vamos dar alguns exemplos de danos materiais no caso de voo atrasado mais à frente, quando chegarmos na parte principal deste artigo. Por enquanto, o importante é aprender os conceitos.

Bom, então, o que são os danos morais? 

Danos morais se referem a danos que atingem um bem intangível, que atingem relações e sentimentos. 

Eles não podem ser quantificados com a mesma facilidade que o dano material, mas isso não impede que eles sejam reparados. 

Se alguém ofende você em público, por exemplo, é inegável que existe um dano; portanto, também deve haver uma reparação.

Agora, sim, chegamos ao que mais interessa. É o momento de ver situações em que um voo atrasado pode causar danos morais e, então, dar direito a uma indenização. 

Vale lembrar que se for excedida as 4 horas de atraso na chegada ao destino pretendido do voo originalmente comprado, o dano moral é presumido, ou seja, o passageiro não tem obrigação de demonstrá-lo. 

Agora, vamos analisar algumas possíveis situações.

1. Caso da palestra

Imagine que João, um especialista em finanças, é chamado para apresentar uma palestra em um evento em outro estado. 

Ele aceita o convite, prepara tudo e, como o evento será à tarde, reserva suas passagens aéreas para um voo de manhã. Isso lhe dará tempo para chegar ao evento com tempo suficiente para almoçar antes de sua palestra.

No dia do embarque, João comparece ao aeroporto e aguarda até o horário de embarque. 

No entanto, quando faltam 30 minutos, um aviso informa que o voo vai atrasar. No começo, é apenas um atraso de alguns minutos; mas logo se transforma em uma hora, e depois em duas, e em três.

Quando finalmente o voo é liberado para o embarque, sem esquecer do tempo para o desembarque e o deslocamento do aeroporto de destino até o local, João não consegue chegar antes do horário da próxima atividade programada no evento. 

Assim, sua palestra não acontece. No dia seguinte, nas redes sociais, dezenas de pessoas que compareceram ao evento reclamaram sobre sua ausência.

Nesse caso, o voo atrasado levou à perda de um compromisso e prejudicou a imagem de João diante de outras pessoas. Portanto, ele pode pedir uma indenização por danos à honra objetiva.

2. Caso do cliente

Lembra do exemplo do cliente, que apresentamos para falar sobre indenização por lucros cessantes em caso de voo atrasado? 

Pois saiba que a mesma situação também pode dar margem para indenização por danos à honra objetiva. 

Além de ter perdido aquele contrato, com certeza a situação afeta a percepção do cliente sobre a empresa, prejudicando a relação entre eles e dificultando qualquer nova venda no futuro. 

Aliás, isso já ficou demonstrado no momento em que o cliente recusa o contrato, dizendo que a empresa “não é profissional” e “não merece confiança”. 

Veja que esse exemplo permite, então, acumular dois pedidos de indenização diferentes.

3. Caso da ofensa

Agora, vamos supor que Maria, depois de ser avisada que seu voo vai atrasar 2 horas, procure o balcão da companhia aérea no aeroporto. 

Ela quer informações sobre como a companhia vai pagar pelo almoço, que terá de ser feito ali mesmo.

Maria sabe que, de acordo com a Resolução n. 400, de 2016, da ANAC, ela tem direito ao pagamento ou ressarcimento da alimentação em caso de atraso de 2 horas ou mais no voo.

Acontece que, no balcão, a atendente da companhia aérea é extremamente agressiva, chamando Maria de “morta de fome” e outros termos ofensivos. Ninguém está por perto no momento.

Mesmo sem que outras pessoas escutem as ofensas, Maria pode entrar com um pedido de indenização por danos morais. 

Esse é o típico caso de dano à honra subjetiva, já que atinge a maneira como o indivíduo percebe a si mesmo.

4. Caso da espera

A última situação que queremos apresentar é a da Ana, uma senhora de 85 anos. Ana tem dificuldade para se mover, além de dores decorrentes da idade. 

Ela está no aeroporto esperando o avião para comparecer ao enterro do filho, João, que morreu com 60 anos e vai ser enterrado em outro estado. 

Enquanto espera, Ana é informada de que seu voo vai atrasar 5 horas. 

Nenhum funcionário dá mais informações, nem oferece nenhuma assistência material ou qualquer alternativa para que Ana possa embarcar mais rápido.

Perceba que, nesse caso, não precisou acontecer nada além do próprio voo atrasado para que Ana tenha direito a uma indenização por danos morais. 

É que a própria condição dela, como uma pessoa idosa e com dificuldades particulares, já é suficiente para que o atraso seja considerado mais do que um mero aborrecimento.

A importância de contar com uma empresa especializada 

 

A importância de contar com uma empresa especializada 

Após conhecer melhor os seus direitos, e independente do meio escolhido pelo consumidor para resguardá-los, o importante é que este não deixe de reclamar, de registrar a ocorrência do evento danoso.

Somente tornando pública a situação e exigindo o cumprimento de seus direitos, o viajante será capaz de obrigar a empresa aérea a entregar a prestação de serviço oferecida nos mais altos padrões, porém, dificilmente observados.

Assim, ao reivindicar as suas prerrogativas, o viajante, além de requerer a devida reparação pelos transtornos suportados, explicita a sua insatisfação com o serviço defeituoso oferecido.

O ideal é que todo passageiro lesado apresente uma reclamação, para que juntos protejam uns aos outros e tornem a melhoria do serviço de transporte aéreo hoje colocado à disposição do consumidor uma realidade.

Como a Quick Brasil pode ajudar?

Infelizmente, é comum que o processo de indenização em casos de atraso de voo demore e custe um bom investimento por parte dos passageiros.

Foi pensando nisso que a Quick Brasil apareceu: para oferecer uma nova alternativa para as pessoas que sofreram danos e precisam lidar com essa situação.

Através da apresentação de alguns documentos simples, conseguimos identificar se cada caso se adequa à possibilidade de danos morais ou não.

Os documentos exigidos são:

  • documentos pessoais, como RG, CPF e comprovante de residência;
  • comprovantes de compra de passagens aéreas ou até mesmo o próprio cartão de embarque;
  • as evidências de atraso do voo, como uma imagem na tela do aeroporto, declaração da empresa aérea ou até mesmo uma nova passagem.

Caso o seu caso se enquadre em danos morais ou materiais, você poderá seguir de duas formas: através de uma declaração formal e a tomada de medidas jurídicas por conta própria, ou através da cessão de direitos creditórios, modo pelo qual a Quick Brasil atua.

Entenda como a Quick funciona:

Quando o passageiro cede os direitos creditórios, ele passa a ser da pessoa ou instituição para qual ele foi cedido.

O que isso significa, de forma prática?

Se você passou por uma situação que lhe dá o direito de reclamar uma indenização por atraso de voo, você possui os direitos creditórios deste caso.

A indenização é um crédito que você tem com a companhia aérea. Porém, em vez de reclamar pessoalmente, é possível ceder esse direito para uma terceira parte.

Ao ceder o direito creditório, essa terceira parte passa a ser a única que pode reclamar o crédito; em outras palavras, você abre mão completamente da indenização. 

Algumas pessoas optam por esse modelo de atuação porque os passageiros recebem um pagamento em troca desses direitos.

O maior benefício da cessão de direitos creditórios é receber um pagamento imediato, liberado em questão de dias, sem qualquer transtorno ou custo. 

Quando avaliamos a indenização, gastar seu tempo e até dinheiro correndo atrás de algo que talvez só chegue daqui a alguns anos, é extremamente desgastante.

Por isso, a venda dos direitos creditórios pode ser mais interessante: receber um valor com mais agilidade, em troca do direito de “reclamar” sobre o ocorrido, sem o risco de não ganhar a ação

É uma transação lícita, segura, e que traz vantagens para as duas partes.

A QuickBrasil atua desde 2017 no mercado, e tem apoiado mais de 2.000 passageiros que passaram por problemas com voo atrasado ou cancelado.

Você teve um voo atrasado e acredita que pode receber uma indenização pelo fato? Então, cadastre seu caso na Quick Brasil e descubra se você pode ceder esse direito creditório em troca de um pagamento imediato! 

Tire suas dúvidas, conversando com nossa equipe por Whatsapp!

Postado em: outubro 22, 2019