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Voo cancelado em Guarulhos: como exigir seus direitos ou receber indenização

Como o aeroporto mais movimentado do país, as situações de cancelamento de voo em Guarulhos tendem ocorrer com frequência. São muitos os passageiros que têm suas viagens frustradas e ficam desamparados esperando por informações.

Porém, o viajante não precisa passar por essa situação. Caso os seus direitos como consumidor e passageiro sejam desrespeitados, é gerado para a companhia aérea o dever de indenizar.

Para ajudar o viajante que depende deste aeroporto para ir e vir de destinos nacionais e internacionais, a QuickBrasil fez esse roteiro com dicas para evitar problemas em Guarulhos, direitos do passageiro para se exigir antes do prejuízo e formas de ser indenizado por qualquer desrespeito.

 

1. Um panorama: a situação dos voos em Guarulhos

Você sabia que a o site oficial do Aeroporto de Guarulhos publica em sua página dados diários sobre a situação dos voos operados? Esta é uma ótima oportunidade para o viajante estudar o índice de cancelamentos e atrasos de determinada empresa aérea antes de escolher qual delas contratar, por exemplo.cancelamento de voo em Guarulhos

Mas hoje queremos destacar essa situação de cancelamento de voo em Guarulhos:

– Das 0h às 22h, 340 aeronaves deveriam ter partido pontualmente do aeroporto;

– Destes voos, 24 sofreram atraso e 1 foi cancelado.

É certo que as aeronaves podem ter vários tamanhos e comportar de 50 a 200 passageiros. Com uma matemática simples e considerando aeronaves cheias, temos que hoje de 1200 a 4800 passageiros passaram por atraso de voo e 50 a 200 viajantes sofreram cancelamento de voo em Guarulhos (sim, em somente aquele único cancelamento).

Essa situação não pode continuar assim. Cada passageiro desses precisa ser um consumidor consciente e exigir o respeito aos seus direitos para estimular que as empresas aéreas melhorem o serviço prestado.

 

2. Como evitar problemas com cancelamento de voo em Guarulhos

Tendo em vista que o passageiro não tem o controle dos motivos que podem levar aos atrasos e cancelamentos de voo, é interessante que o viajante conheça suas origens para que, sempre que puder, escolha evitar este tipo de problema.

Assim, situações de cancelamento de voo em Guarulhos podem ocorrer principalmente em razão de:

 

* Movimento dos aeroportos dos grandes centros urbanos

São Paulo é sem dúvidas um grande centro urbano e seus aeroportos recebem diariamente muitos passageiros. Este volume de viajantes pode gerar alguns efeitos na pontualidade dos voos.

Grande número de conexões e a espera pelo embarque de passageiros no novo voo, o excesso de tráfego aéreo, queda no sistema operacional entre outras situações são exemplos de alguns imprevistos que podem acontecer nos destinos de maior movimento de viajantes. A própria demora para realizar os procedimentos de embarque de todos os passageiros e fiscalização pode ser uma causa de atraso de voo.

Ainda, os voos nos grandes centros urbanos podem sofrer alteração, com antecedência ou não, seja em seu horário ou até mesmo em data ou aeroporto de saída. Para conhecer melhor os seus direitos como consumidor e evitar problemas com alteração de voo, recomendamos que leia este post.

 

* Overbooking

No transporte aéreo, ocorre overbooking quando a empresa aérea deixa de transportar um passageiro que se apresentou para embarque no voo originalmente contratado em razão do número de passageiros ultrapassar a disponibilidade de assentos na aeronave.

A ANAC prevê um procedimento a ser seguido nestes casos. O cumprimento deste procedimento, que se inicia com a procura por voluntários que aceitem ser reacomodados em outro voo com a aceitação de compensação negociada, poderá resultar em um longo atraso de voo ou cancelamento de suas reservas. Para conhecer todos os seus direitos e possibilidades em caso de overbooking, recomendamos a leitura deste post.

Para evitar o overbooking, é recomendado que se chegue com a devida antecedência ao aeroporto. Geralmente, há maiores chances de o passageiro que faz o check in após grande número de viajantes ser impedido de embarcar por este motivo.

 

Para conhecer 13 motivos que podem resultar em atrasos e cancelamentos de voo, acesse este post.

 

3. O que fazer para exigir seus direitos antes de sofrer algum prejuízo

Resposta: conheça bem os seus direitos. Essa é a melhor forma de impedir que a empresa lese você. Sabendo dos deveres da empresa aérea em determinadas situações, o viajante é capaz de exigir o cumprimento de seus direitos do consumidor e das normas que lhe protegem como passageiro, previstas pela ANAC.

Por isso, aqui vai um resumo dos seus principais direitos que podem ser lesados em caso de atraso e cancelamento de voo em Guarulhos:

a) Oferecimento das opções de reacomodação, reembolso integral e execução do serviço por outra modalidade de transporte: em casos de cancelamento de voo, atraso de voo superior a 4 horas, negativa de embarque, ou interrupção do serviço, o passageiro passa a ter direito ao oferecimento destas 3 opções.

A reacomodação poderá ocorrer tanto no próximo voo para o destino pretendido (e neste caso pode ser até mesmo em voo de outra empresa aérea) ou em horário conveniente para o viajante (obrigatoriamente em voo operado pela empresa contratada).

O reembolso integral deverá incluir também a tarifa de embarque;

A execução do serviço por outra modalidade de transporte é opção interessante quando não há voo de reacomodação que chegará ao destino em menor tempo que aquele percorrido por um meio de transporte terrestre, por exemplo.

b) Assistências materiais: é dever da empresa deverá amparar o consumidor enquanto este aguarda no aeroporto pela solução do problema com o voo. Assim, após aguardar por 1 hora, o viajante deverá receber as facilidades de comunicação (a exemplo do acesso à internet, telefonemas); se aguardar por 2 horas, deverá receber a alimentação adequada; e se esperar por 4 horas, terá direito à acomodação apropriada, se necessária em hotel para pernoite, incluído o transporte de ida e volta ao aeroporto.

c) Direito à informação: qualquer alteração realizada pela empresa área deve ser avisada ao passageiro com 72 horas de antecedência, nunca em menor tempo, sob pena de causar dano ao passageiro.

d) Danos morais: decorre do constrangimento causado ao viajante em razão da própria situação de problema com o voo. Por isso, os danos morais ocorridos nestas situações são considerados presumidos, pois provados o fato e as circunstâncias pessoais do passageiro, não se exige prova do desconforto, da dor ou da aflição para que o dano seja reconhecido.

Para evitar os transtornos causados por atraso e cancelamento de voo em Guarulhos, basta que o consumidor se dirija ao balcão de atendimento da empresa aérea contratada e exija o cumprimento destes seus direitos.

Caso a companhia se recuse a fornecer toda a assistência necessária, o passageiro poderá ainda prestar reclamação formal perante a ANAC para que a empresa aérea seja punida administrativamente. O viajante deverá ainda receber indenização pelos danos materiais e morais sofridos em via adequada.

 

4. Já sofridos os danos, por cancelamento de voo em Guarulhos ou outro aeroporoto, receba a sua indenização por direito

Como ensinado, o consumidor terá direito ser indenizado pelos prejuízos causados graças às situações de atraso e cancelamento de voo em Guarulhos. Para isso, é importante que busque um meio adequado e reivindique os seus direitos.

Neste momento, o consumidor deve estar atento a 2 coisas importantes:

– O Poder Judiciário é o meio capaz de punir a empresa aérea por meio do pagamento de indenização. Ao acioná-lo, o viajante deverá iniciar um processo judicial para que esse procedimento seja possível. Se você tem dúvidas sobre este tema, leia este post explicativo sobre como funciona essa demanda judicial;

– Para que se tenha sucesso ao buscar a punição da empresa aérea, há alguns documentos importantes que o consumidor deve guardar para comprovar os danos, como passagens aéreas não utilizadas, comprovantes dos gastos com alimentação, hospedagem, transporte, perda de compromissos pessoais ou profissionais. Tendo estes documentos em mãos, há maior possibilidade de sucesso.

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, merece ser compensado. Contate-nos pelo link: Quickbrasil.org

Sabendo das dificuldades do consumidor em ter acesso a essas informações e em desvendar a burocracia desse procedimento, a QuickBrasil quer facilitar o processo para o viajante lesado. Em casos de atrasos de voo superiores a 4 horas e cancelamentos de voo, oferecemos uma compensação imediata em troca de sua reclamação conosco.

O nosso objetivo é justamente eliminar para o consumidor a demora do processo, a burocracia e os riscos de perder a demanda. Com a sua autorização, enquanto damos sequência ao processo judicial por você, que já estará indenizado e satisfeito, nós corremos atrás da punição da empresa aérea com base no seu relato e documentação.

Não podemos permitir que as empresas aéreas continuem a prestar serviços de forma tão insatisfatória e danosa. É preciso que cada consumidor lesado reivindique os seus direitos até que a realidade do transporte aéreo seja mudada.

Junte-se a nós e lute pelo respeito ao consumidor.

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Postado em: julho 10, 2018

Indenização por cancelamento de voo: Saiba quando e como exigi-la

Após aguardar por horas no aeroporto, desconfortável, cansado, com fome, desinformado e algumas vezes até mesmo sem acesso à comunicação, uma coisa é certa: você deve receber uma indenização por cancelamento de voo.

O viajante não deve passar por nenhuma dessas situações acima listadas em razão de problemas com o voo. Caso passe, é importante que conheça os seus direitos para evitar o prejuízo antes que ocorra ou para exigir que a empresa aérea se responsabilize por todos estes danos morais e materiais.

Assim, a QuickBrasil separou os principais direitos do passageiro para que você esteja sempre preparado e saiba quando deverá ser indenizado. Logo, vamos explicá-los por meio de um exemplo que nos causou bastante indignação:

 

1. Quando exigir a indenização por cancelamento de voo?

A resposta para essa pergunta é simples: sempre que os seus direitos como passageiro e consumidor forem desrespeitados.

Daí a importância de conhecer com detalhes quais são estes direitos. Somente sabendo quais as responsabilidades da empresa aérea o viajante será capaz de exigir que sejam cumpridas.

Dessa forma, abaixo estão os direitos do consumidor e passageiro que mais motivam a indenização por cancelamento de voo e por atraso de voo superior a 4 horas.

 

a) Oferecimento das 3 opções de solução

Nestes casos, a ANAC estabelece que a empresa aérea tem a obrigação de oferecer ao passageiro 3 opções como solução para o problema com voo enfrentado, são elas:

– Reembolso integral: o viajante deve ser reembolsado integralmente pelo valor das passagens aéreas não utilizadas, incluindo a taxa de embarque;

– Reacomodação: o passageiro pode optar por ser reacomodado em outro voo. Caso precise chegar ao seu destino no menor tempo possível, o viajante pode exigir que esta reacomodação ocorra no próximo voo, sendo este voo operado por qualquer empresa aérea. No entanto, após o atraso ou cancelamento do voo, o viajante pode optar também por viajar em horário conveniente, sendo a única regra que o voo escolhido seja da empresa aérea já contratada;

– Execução do serviço por outra modalidade de transporte: esta opção é bastante usada quando não há voos para determinado destino em tempo inferior ao que seria gasto por meio de transporte terrestre, por exemplo. Após o prejuízo sofrido, é direito do passageiro chegar ao seu destino em menor tempo possível.

 

b) Prestação das assistências materiais

Você nunca deverá permanecer desamparado aguardando por uma solução para um problema que não causou. Por esse motivo, conforme o tempo de espera, a empresa aérea deverá conceder ao consumidor algumas assistências materiais. Assim caso o passageiro aguarde por tempo:

– superior a 1 hora: deverão ser oferecidas as facilidades de comunicação (internet, telefonemas etc.);

– superior a 2 horas: o passageiro terá direito à alimentação apropriada, de acordo com o horário, por meio do fornecimento da própria refeição ou de voucher individual; e

– superior a 4 horas: será fornecida acomodação adequada ou hospedagem, em caso de pernoite, e transporte de ida e volta ao aeroporto. Se o aeroporto se localizar em sua cidade de domicílio, você ainda poderá exigir a prestação do transporte entre sua residência e o aeroporto.

 

c) Direito à informação adequada

É dever da empresa aérea repassar ao consumidor as todas as informações necessárias sobre serviço prestado. Da mesma forma que o viajante precisa saber a hora e a data de partida e de chegada, aeroporto de embarque e desembarque, valores das passagens, tarifas etc., a informação sobre a condição do voo é igualmente importante.

Por isso, a empresa aérea devera entrar em contato com o consumidor no momento em que passar a conhecer o cancelamento ou atraso do voo. Ainda, caso a companhia realize alterações no voo (mudança de horário, data e aeroporto), deverá comunicá-la ao passageiro dentro do prazo mínimo de 72 horas de antecedência, sob pena de responsabilizar-se pelos danos daí decorrentes.

 

d) Dano moral

O passageiro que passou por um problema com voo certamente sofreu transtornos que decorrem da própria situação e por isso deverá receber uma indenização pelo prejuízo moral. Os danos morais ocorridos em problemas com o voo são considerados presumidos, pois provados o fato e as circunstâncias pessoais do passageiro (sofrimento, angústia etc.), não se exige prova do desconforto, da dor ou da aflição para que o dano seja reconhecido.

Além disso, o dano moral pode ser agravado pela perda de um compromisso pessoal ou profissional no destino. Para que o consumidor seja indenizado, basta que apresente prova deste compromisso, como e-mail agendando reunião de trabalho, convite de casamento, entradas para espetáculos ou passeios turísticos entre outros exemplos.

Para saber mais sobre o dano moral presumido, recomendamos que leia este post.

 

Importante: os Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE) possuem mais alguns direitos que os amparam em sua condição, a exemplo do idoso, pessoa com capacidade motora reduzida, grávida, entre outros passageiros. Para conhecer estes direitos, faça a leitura deste post.

 

2. Exemplo: O jovem atleta que perdeu o Campeonato Brasileiro de Boxe e recebeu indenização por cancelamento de voo

indenização por cancelamento ou atraso de voo

Relatamos aqui a triste história de um jovem morador de uma comunidade carente do Rio de Janeiro, que se esforçou muito após intensa rotina de treinamento organizado,

e foi impossibilitado de participar do Campeonato Brasileiro de Boxe em razão do cancelamento de seu voo, suportando os danos pela perda de compromisso.

O jovem competidor, ao chegar ao aeroporto, foi informado de que seu voo havia sido cancelado. Este cancelamento foi causado por um acidente ocorrido com um avião cargueiro na pista do aeroporto no dia anterior ao voo do passageiro. Após o cancelamento do voo, a empresa aérea não se prontificou a sequer reacomodar o viajante em novo voo para evitar a perda de compromisso tão aguardado. Não conhecendo outra saída para o seu caso, o viajante exigiu o reembolso das passagens não utilizadas, que somente foi realizado após 3 meses do ocorrido.

Um importante detalhe dessa história é que a empresa sabia que o aeroporto estava fechado desde a noite anterior ao voo. Por isso, a companhia poderia e deveria ter adotado todas as medidas possíveis para evitar causar transtornos aos viajantes e permitir que o passageiro embarcasse em tempo para participar do Campeonato de Boxe, visto que o voo estava marcado para ocorrer após mais de 12 horas do momento em que a empresa transportadora recebeu a informação sobre o acidente.

Como se aplicam os direitos do consumidor à situação do atleta no exemplo apresentado?

Agora que você já conhece os direitos do viajante, o prejuízo sofrido pelo atleta no caso estudado fica bastante claro, bem como o seu direito à indenização por cancelamento de voo.

Primeiro, é preciso saber que mesmo que o acidente no aeroporto não envolva a empresa aérea que lesou o passageiro, é dever da companhia respeitar os direitos do viajante. Por esse motivo, não foi necessário que a empresa tivesse responsabilidade sobre o acidente para causar danos ao passageiro e ter o dever de lhe pagar uma indenização por cancelamento de voo. Caso queira conhecer mais sobre os únicos casos em que a empresa aérea não deverá ser responsabilizada, acesse este post.

Ainda, o passageiro deveria ter sido informado sobre o cancelamento do voo assim que a empresa aérea tomou conhecimento do fato para que pudesse exigir em tempo uma solução mais adequada para o problema, como a imediata reacomodação em outro voo para o destino pretendido, não perdendo a participação no campeonato.

Além disso, por chegar desinformado ao aeroporto, até que negociasse o reembolso das passagens, o viajante teria direito às assistências materiais. Ou seja: se a empresa demorasse, por exemplo, 5 horas, para solucionar o problema com o voo, o atleta teria direito à todas as assistências explicadas acima. Nós não sabemos ao certo quanto tempo este procedimento pode ter demorado, mas é certo que o transporte de volta para casa deveria ter sido fornecido ao consumidor.

Por isso, é mais que justo o recebimento de indenização por cancelamento de voo. Não há dúvidas de que o todo o sofrimento causado ao passageiro poderia ter sido evitado caso a empresa aérea tivesse uma postura diferente, respeitosa. O dano moral neste caso extrapola o prejuízo já implícito em situações de cancelamento do voo, sendo agravado pela perda do aguardado compromisso do viajante.

 

3. Se você já sofreu algum destes danos, receba a sua indenização por cancelamento de voo

Para que receba a indenização que lhe é devida por direito, basta que o consumidor acione os órgãos competentes (como o Poder Judiciário) para que estes possam exigir que a empresa aérea repare os prejuízos que a má prestação do serviço de transporte causou ao viajante.

Esta condenação possui caráter indenizatório e punitivo. Este último caráter representa para a companhia um alerta: caso insista em tratar seus consumidores com tamanho descaso, será lhe aplicada pena enquanto perdurar sua atitude desrespeitosa.

Dessa maneira, sempre que o consumidor formalizar uma reclamação, a empresa aérea será pressionada a melhorar o serviço hoje colocado à disposição dos viajantes, cumprindo efetivamente os altos padrões oferecidos.

Você merece ser compensado. Cadastre seu caso nesse link

É desejável que todo passageiro lesado leve seu relato ao conhecimento das autoridades competentes para que estas possam punir empresa aérea por meio da condenação ao pagamento de indenização por cancelamento de voo, atraso de voo ou qualquer outro problema que venha a causar ao consumidor.

Juntos, ao exporem seus casos, os viajantes serão capazes de pressionar as empresas aéreas a realizarem as melhorias necessárias no serviço que oferecem, colocando um fim tanto aos danos aos viajantes quanto às condenações às companhias.

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Apelação Cível nº.:  02390360920138190001

Postado em: julho 5, 2018

Problemas com passagem aérea: como ser indenizado pela frustração de não viajar

Muitos passageiros são impedidos de viajar por diversos problemas com passagem aérea, seja no momento da emissão, pagamento ou por falha do sistema de reservas.

Mas você não precisa suportar os danos por perder seu compromisso profissional ou pessoal por esse tipo de problema. Se a empresa aérea lhe causou algum transtorno relacionado às suas passagens aéreas, você pode contar com uma série de direitos para lhe proteger.

Por isso, a QuickBrasil listou aqui algumas dessas possibilidades enfrentadas pelos consumidores para que você fique atento sempre que isso acontecer. Além disso, explicamos quais são os seus direitos como passageiro e ensinamos o que fazer para ser indenizado por deixar de viajar por problemas com passagem aérea.

 

1. Estudo de caso: é justo perder as férias por problemas com passagem aérea?

Conheçam a seguinte história: um casal de viajantes comprou passagens aéreas promocionais para passar férias na Tailândia. No momento da compra, escolheram parcelar o valor dos bilhetes em cinco vezes e em dois cartões de crédito, conforme o planejamento financeiro de cada viajante.

Diferente do modo de pagamento escolhido, as passagens foram cobradas de uma só vez pela empresa aérea, ou seja, sem o parcelamento oferecido. Por este motivo, e em vista do consequente desfalque financeiro, os consumidores precisaram desistir da viagem, afinal, não teriam mais condições de arcar com os demais gastos nas férias.problemas com passagem aérea

Durante as tratativas para o cancelamento da compra, a empresa aérea informou que não poderia realizar o parcelamento daquelas passagens já compradas, sendo necessário realizar nova compra. Porém, havia um detalhe muito importante: por se tratar de passagens promocionais (ofertadas por tempo limitado), os viajantes não puderam mais comprar novas passagens pelo mesmo preço para que fossem cobradas de forma parcelada, pois ao tempo do reembolso o valor dos bilhetes aéreos era superior àquele anteriormente pago.

 

2. Seja indenizado pela frustração de justa expectativa

Ao causar esta situação que contamos aqui, a empresa aérea, sem dúvidas, encheu de esperança pessoas de limitada condição financeira, mas muito responsáveis com seus gastos, e não cumpriu a oferta das passagens aéreas nos termos propostos. Este problema com passagem aérea caracteriza dano moral e gera consequente direito à indenização, que para ser recebida basta que cada passageiro reivindique seus direitos.

É dever da empresa aérea cumprir o contrato de transporte de forma responsável e integral desde o momento da negociação, que começa antes da venda. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor prevê a aplicação da responsabilidade objetiva aos casos em que a má prestação do serviço gera prejuízos ao consumidor. Ainda, caso não fosse possível oferecer o parcelamento das passagens aéreas, era direito dos consumidores terem acesso a esta informação.

No caso estudado, o Tribunal de Justiça de São Paulo deixou clara a frustração da justa expectativa criada pelos consumidores. Nos termos da decisão: “Férias a destino internacional, com valor promocional possível para os bolsos dos autores, em data que lhes aprazia. Um conjunto de fatores bastante difícil de convergir. Poderia ser uma grande oportunidade. Não passou, no entanto, de grande engodo, e em razão da falta de organização da ré. O dano moral, então, restou configurado.”

 

3. 2 importantes direitos do passageiro para ficar atento em problemas com passagem aérea

a) A publicidade vincula a oferta

Você já ouviu essas palavras em algum lugar? O Código de Defesa do Consumidor prevê que a publicidade suficientemente precisa e de bom senso vincula a oferta (como exemplo, o consumidor saberia identificar que não é verdadeira a oferta de passagens aéreas a R$1). Assim, ao ofertar tarifas mais baixas, a empresa aérea é obrigada a cumprir sua oferta sob pena de abuso ao direito do consumidor.

Isso explica o porquê em nosso caso modelo a empresa aérea não tem razão em forçar o cancelamento das passagens promocionais para que haja a compra de novas passagens por valor superior. O casal de viajantes tem direito a pagar o menor valor oferecido nas condições de parcelamento propostas.

Para se aprofundar mais no tema e conhecer outros problemas com passagem aérea promocional, recomendamos que leia esse post sobre um caso sobre a Cyber Monday e o cancelamento de passagens aéreas promocionais.

 

b) Problemas na reserva das passagens

A falha no sistema de reservas é um dos grandes responsáveis pelos problemas com passagem aérea nos aeroportos por todo o mundo. Seja no momento da compra ou do check in, o consumidor poderá lidar com problemas no pagamento, emissão dos bilhetes ou durante o registro de suas reservas.

Saiba que é direito do passageiro ser indenizado pelos danos sofridos caso seja impedido de embarcar por este motivo. A empresa aérea é obrigada a se responsabilizar pelo erro interno, não devendo repassar ao consumidor o prejuízo por isso. Se a empresa atua no ramo do transporte aéreo, o erro no sistema é um risco conhecido por ela e não lhe cabe esperar que outra pessoa o suporte, pois deveria tomar as medidas necessárias para evitar que aquele risco se tornasse um prejuízo.

Nestes casos de problemas na reserva das passagens, é comum encontrarmos companhias que exigem até mesmo que o consumidor pague tarifa de remarcação para que seja reacomodado em novo voo, o que é claramente um abuso ao seu direito. Para saber mais sobre este tipo de situação, não deixe de ler este post completo sobre o assunto.

Além disso, para evitar este tipo de problema, recomendamos que o viajante entre em contato com a companhia aérea – por meio do site, telefone ou e-mail –  com cerca de uma semana de antecedência da data de seu voo para conferir a regularidade da reserva. É importante também que o consumidor confira nas vésperas (3 dias antes e no dia anterior) da viagem se seu voo sofreu alguma alteração. Além disso, confira com bastante atenção o preenchimento de seu nome no momento da compra dos bilhetes.

 

4. Não permita que as empresas aéreas desamparem você

Se você chegou ao aeroporto desinformado e somente no momento do check in ou embarque percebeu que seu voo sofreu atraso, foi cancelado ou alterado; ou ainda se você foi impedido de embarcar por causa de problemas com passagem aérea, preterição de passageiros ou overbooking, saiba:

A empresa aérea é obrigada a lhe oferecer uma solução acompanhada de toda a assistência material e acesso à informação.

Dentre as soluções, para atrasos de mais de 4 horas e todos os demais casos acima, a ANAC prevê que a companhia deverá oferecer ao viajante as seguintes opções:

– Reembolso integral do valor pago pelas passagens não utilizadas;

– Reacomodação em outro voo para o destino pretendido, seja imediatamente e até mesmo em voo de outra empresa aérea, ou seja em horário escolhido pelo consumidor (mas obrigatoriamente em voo da empresa aérea já contratada);

– Execução do serviço por outra modalidade de transporte, sempre que for possível e favorável ao viajante.

 

Em relação às assistências materiais, a cada período de espera por uma solução, o viajante tem direito a receber a prestação de alguns serviços com a finalidade de suprir as suas necessidades. Por isso, deverá receber:

– Após 1 hora de espera: facilidades de comunicação, como acesso à internet e telefonemas;

– Após 2 horas de espera: alimentação apropriada para o horário, por meio do fornecimento da própria refeição ou de voucher para a compra da refeição;

– Após 4 horas de espera: acomodação adequada, hospedagem em hotel se for necessário, com direito ao transporte de ida e volta ao aeroporto.

 

O acesso à informação, por fim, significa que a empresa aérea é obrigada a lhe passar todo tipo de informação sobre o seu voo de forma clara e em tempo de não lhe causar problemas. Por isso, ao ser informada sobre um atraso ou cancelamento de voo, a companhia deverá comunicá-lo imediatamente ao passageiro. Se realizar alterações no voo, deverá informá-las com antecedência mínima de 72 horas antes de seu horário de partida.

 

Para conhecer melhor os seus direitos em casos de problemas com voo, acesse neste post e aprenda de forma descomplicada sobre cada um deles.

 

5. Se você já foi lesado, saiba como receber sua indenização por direito em casos de problemas com passagem aérea

Conhecidos os seus direitos em caso de problemas com passagem aérea, o viajante é capaz de reunir toda a documentação e escolher um meio adequado para reivindicá-los e exigir uma reparação.

Para tanto, é recomendado que consumidor acione o Poder Judiciário, capaz de punir a empresa aérea e determinar o pagamento da indenização ao passageiro lesado. Se você pretende lutar pelos seus direitos e seguir com o processo judicial, este post pode ajudar você: ensinamos aqui um passo a passo para garantir o seu sucesso.

Precisamos que você nos ajude a mudar a situação de toda uma sociedade de consumidores. Basta que entre em nossa página principal, registre sua reclamação e, se ela se qualificar, lhe pagaremos a sua indenização e seguiremos com a demanda judicial por você, buscando a repreensão da companhia aérea.

Cada viajante que se compromete a exigir o respeito aos seus direitos contribui para que as empresas aéreas sejam punidas pelo desdém ao viajante, o que acaba por conscientizá-las de que a melhor forma de colocar um fim às sentenças condenatórias é melhorar a qualidade do serviço de transporte aéreo.

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, merece ser compensado. Cadastre seu caso conosco!

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

 

Apelação Cível n.º: 1030756-13.2016.8.26.0002

Postado em: junho 28, 2018

Alteração de rota do voo: a empresa aérea deve indenizar você

Imagine chegar para o embarque em seu voo e ser informado de que este sofreu mudanças em seu percurso, sendo inevitável um longo atraso por alteração de rota do voo sequer informada antes pela empresa aérea, como acréscimo de escalas e conexões.

Esta situação é mais comum que se pode imaginar. Mas mesmo que a mudança ocorra por razões comerciais/programadas ou imprevisíveis, o consumidor não é obrigado a arcar com os prejuízos causados pela realização de alteração de voo pela companhia aérea.

Para que você saiba exigir os seus direitos, seja antes ou depois de ter sofrido o dano, a QuickBrasil traz de forma descomplicada uma lista de direitos do viajante aplicáveis em casos de atrasos e até mesmo cancelamentos por alteração de rota do voo.

 

alteração de rota do voo direitos

1. Como descobrir a alteração do voo

Existem 3 formas de descobrir se um voo sofreu alteração:

– Aviso prévio da empresa aérea sobre a modificação realizada;

– Conferindo sua reserva de passagem aérea nas vésperas da viagem;

– Ao chegar ao aeroporto, se apresentar para check in ou até mesmo embarque, receber a informação de alteração e perder o voo, ser impedido de embarcar, seu voo sofrer atraso ou ser cancelado.

 

A primeira dessas formas é uma obrigação da empresa aérea. De acordo com as regras da ANAC, toda modificação programada pela companhia deverá ser informada ao consumidor com antecedência mínima de 72 horas, sob pena de causar-lhe danos que consequentemente deverão ser indenizados.

A segunda forma é uma medida que o consumidor pode tomar para evitar surpresas causadas pelo descumprimento da obrigação da companhia aérea de informá-lo sobre a modificação de seu voo.

A terceira maneira, por fim, é aquela que já causou danos ao consumidor. A realização de toda alteração de voo pela empresa aérea que prejudica o viajante de alguma maneira é uma violação aos seus direitos e, por esse motivo, nascerá para o passageiro o direito de receber uma indenização.

 

2. Atrasos e cancelamentos por alteração de rota do voo: identifique a situação danosa

A mudança de trajeto do voo pode ocorrer principalmente por motivos como a união de dois voos, situação na qual os passageiros de um dos voos serão reacomodados no outro e que poderá significar acréscimo de escalas ou conexões à rota.

Esta união poderá ser realizada por motivos comerciais (em que um voo não é mais rentável o suficiente), por culpa/falta de zelo da empresa aérea (como falta de manutenção em suas aeronaves), ou por situações imprevisíveis (como o mau tempo).

Neste sentido, o atraso por alteração de rota do voo será inevitável quando o trajeto demorar mais tempo que o planejado para ser cumprido por estes motivos. O atraso de voo ou de viagem, quando superior a 4 horas, gerará automaticamente um dano moral ao viajante, que sequer precisa de ser comprovado em vista do desconforto, frustração e angústia já enfrentados.

Além disso, pode ser que o voo acabe por ser cancelado em razão desta alteração feita. Um exemplo dessa possibilidade é a mudança prévia do voo não informada ao consumidor para rota ou destino que enfrenta péssimas condições climáticas. Sendo impossível pousar em aeroporto de escala ou conexão e no destino, o voo acabará por se atrasar por grande período ou ser cancelado.

Especialmente no caso de alterações de voo por motivos imprevisíveis, devemos lembrar ao consumidor que isto não significa que a empresa aérea tenha permissão para ignorar os seus direitos. A companhia continuará a ter o dever de prestar todas as assistências necessárias ao passageiro. Para conhecer cada uma delas, acesse este post.

 

3. Saiba o que fazer em caso de cancelamento e atraso por alteração de rota do voo

Não só por de alteração de rota, mas em casos de mudança de horário do voo, de local de partida ou de data, há uma série de direitos que protegem o consumidor e que devem ser respeitados pelas empresas aéreas. O desrespeito a esses direitos causa um prejuízo ao viajante, seja moral ou financeiro, podendo ser agravado pela perda de voo, atrasos ou cancelamentos.

Identificada a situação lesiva, para que você saiba quais são os seus direitos como passageiro e os exija até mesmo antes de sofrer qualquer prejuízo, fizemos uma lista com o que de mais importante você precisa saber nestas horas:

 

a) O reembolso, a reacomodação e a execução do serviço por outra modalidade de transporte

Em casos de cancelamento de voo, atraso de voo, preterição de embarque (negativa de embarque, overbooking) e interrupção do serviço, a empresa aérea deverá oferecer estas 3 opções ao consumidor:

Reembolso integral das passagens aéreas não utilizadas;

– À escolha do consumidor, a reacomodação poderá ocorrer tanto no próximo voo para o destino pretendido (até mesmo em voo de outra empresa aérea) ou em horário conveniente para o viajante (em voo operado pela empresa já contratada);

Execução do serviço por outra modalidade de transporte sempre que for possível realizar a rota por outro meio que não seja o aéreo.

Um detalhe importante sobre a reacomodação é que esta poderá ser exigida caso o consumidor identifique a alteração de seu voo antes que sofra qualquer dano.

Fique atento à cobrança de tarifas indevidas para que seu voo seja remarcado em virtude da alteração ou desistência do voo. Recomendamos a leitura deste post para que conheça em detalhes a cobrança de valores devidos e indevidos na remarcação do voo.

 

b) As assistências materiais

Uma vez que o passageiro tenha chegado desinformado ao aeroporto e tenha sido impedido de embarcar ou obrigado a aguardar pelo novo voo de reacomodação, a empresa aérea deve lhe fornecer as assistências materiais de acordo com o tempo de espera por solução para o problema com o voo.

Se o passageiro aguardar por:

1 hora, deverá receber as facilidades de comunicação (a exemplo do acesso à internet);

2 horas, terá direito à alimentação adequada, recebendo a própria refeição ou voucher em valor suficiente

4 horas, deverá se acomodado apropriadamente, em hotel para pernoite se preciso, incluído o transporte de ida e volta ao aeroporto.

 

c) O dano moral e a quebra de confiança

Como ensinamos aqui, os problemas causados por alteração de rota do voo geram um prejuízo moral presumido ao consumidor em razão da própria situação angustiante de atraso, cancelamento, perda de voo ou negativa de embarque.

Além disso, caso o consumidor perca seu compromisso profissional ou pessoal em seu destino pela mudança do voo, deverá guardar as provas (como reservas de hotéis, mensagens e convites relacionados ao agendamento do compromisso, comprovante da compra de passeios etc.) e apresentá-las no momento de exigir a indenização por todos os danos.

É certo que a alteração de rota do voo significa a frustração de uma expectativa justa que o viajante antes tinha de chegar aos seu destino em certo local ou horário. Para o Direito, a alteração unilateral de voo significa quebra de confiança e consequente descumprimento do contrato, pois o viajante somente adquiriu passagens aéreas com determinada empresa em razão de um conjunto de elementos oferecido, entre eles a rota a ser percorrida, devendo cada elemento deste ser cumprido pela companhia aérea como estipulado em sua oferta.

 

4. Se você foi lesado por alteração de rota do voo, exija a sua indenização por direito

Em caso de prejuízos em virtude de alteração de voo, é fundamental que o consumidor busque um meio adequado para reivindicar os seus direitos, a punição da empresa aérea e o recebimento da indenização.

Ao levar o seu problema ao Poder Judiciário, o viajante conseguirá realizar cada uma destas ações por meio de um processo judicial, desde que seja um consumidor consciente e tenha os documentos mínimos para comprovar os fatos:

– Comprovante de compra das passagens aéreas ou cartão de embarque;

– Prova do atraso ou cancelamento de voo, se houver;

– Provas da ausência de prestação das assistências materiais, como o comprovante do pagamento das refeições e diárias de hotel;

– Outras provas que forem necessárias para provar danos morais (já citadas neste texto).

 

Para aumentar as chances de sucesso em um processo judicial, é importante que o viajante faça a leitura deste post. Se você não conhece os trâmites de um processo judicial, poderá passar a conhecer neste post.

A QuickBrasil poderá lhe ajudar muito neste procedimento. O nosso objetivo é incentivar o consumidor a reclamar junto conosco perante o Poder Judiciário para que a empresa aérea seja punida pelo desrespeito aos direitos do consumidor e, por fim, encontre um estímulo para melhorar o serviço prestado.

Para alcançarmos este nosso objetivo, em troca do cadastro de sua reclamação sobre cancelamento e atraso de voo, oferecemos um alívio financeiro imediato mediante pagamento de compensação e eliminamos as suas maiores preocupações com o processo (burocracia, demora e risco de perdê-lo) ao acompanhá-lo até o fim por você.

Seja um consumidor consciente: exija os seus direitos e lute pela melhoria do serviço de transporte que hoje nos causa tantos transtornos. Cadastre seu caso conosco.

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Postado em: junho 20, 2018

Problemas no embarque do voo: como evitar, quais os seus direitos e como receber uma indenização

Longas filas, alteração de horário ou portão de embarque, atraso de passageiros, problemas com documentação e bagagens… São muitos os problemas no embarque (que começam logo no check in) que podem causar grandes transtornos aos passageiros.

A situação complica mesmo quando o viajante chega a perder o voo ou passar por grande atraso, por exemplo. Mas há formas de controlar esta situação e minimizar os danos, bem como receber uma compensação pelos prejuízos sofridos.

Por isso, a QuickBrasil preparou este texto com dicas e direitos para evitar – ou estar pelo menos preparado para enfrentar – estes problemas no embarque do voo. E lembre-se: qualquer dano causado pela empresa aérea deverá ser devidamente indenizado.

 

Fique atento: os problemas no embarque podem começar logo no check in

O embarque dos passageiros no voo começa pelo check in. Este é o ato de confirmar a sua identificação pessoal e a escolha do assento que irá ocupar durante o voo. Hoje em dia, o check in pode ser realizado tanto pessoalmente, no guichê da empresa aérea, quanto via internet. Uma vez registrado pelo sistema, o passageiro estará permitido a embarcar.problemas no embarque

Ao longo dos anos, o procedimento de check in se modernizou na mesma velocidade que as tecnologias mais avançadas. Qualquer passageiro pode realizar o procedimento via internet, em um computador ou mesmo em um smartphone. O objetivo dessa modernização é facilitar o cumprimento dos passos necessários para o embarque e desburocratizar o sistema de atendimento nos balcões das companhias aéreas.

Porém, algo que parece simples e promissor pode se transformar em uma tremenda dor de cabeça em certas épocas, em razão situações imprevisíveis ou de falta de organização da própria empresa aérea. Para que você saiba o que fazer em nestes casos, conheça abaixo algumas das hipóteses que mais ocorrem nos aeroportos, quais são os seus direitos e dicas eficazes para evitar os problemas no embarque e no check in.

 

A. Falha no sistema de reservas

Para ilustrar esta possibilidade, vamos relatar um caso real. Uma família, pretendendo poupar tempo, realizou o check in online em certo voo, o que gerou um número localizador para as passagens de todos. No dia da viagem, os passageiros chegaram ao aeroporto com a antecedência necessária. No entanto, foram impedidos de embarcar porque possuíam apenas um código localizador e, como eram 4 pessoas, deveriam ter em mãos os 4 códigos localizadores, um para cada passagem.

O final dessa história foi favorável aos consumidores, que foram indenizados pela falha da empresa aérea. Mas chamamos a atenção para estes problemas com registro de suas reservas ou com o próprio check in. Na pior hipótese, o passageiro que sofrer este transtorno poderá precisar remarcar o seu voo (sem custos sempre que a empresa aérea der causa à remarcação), muitas vezes perdendo o seu compromisso no destino da viagem.

* Como evitar estes problemas no embarque do voo:

– Verifique sua documentação, principalmente se a viagem é internacional, se viaja com crianças, levando animais de estimação ou objetos que precisem de permissão especial;

– Verifique a regularidade de sua reserva e o preenchimento de seu nome, entrando em contato com a empresa aérea nas vésperas da viagem, por telefone, e-mail ou pelo próprio site da empresa.

 

B. Passageiro impedido de embarcar

A negativa de embarque geralmente acontece em razão do overbooking, a prática de vender mais passagens aéreas que o número de assentos existentes na aeronave. Sobre este tema, publicamos um post especial que você pode acessar aqui, falando sobre os direitos aplicáveis e as técnicas de negociação que podem ser usadas nesta hipótese.

Além disso, caso a empresa aérea decida unir dois ou mais voos por questões comerciais ou por atrasos e cancelamentos de outros voos, é preciso que o consumidor fique atento ao seu direito de preferência: é seu direito embarcar no voo contratado antes que qualquer passageiro que seja reacomodado neste mesmo voo.

* Como evitar estes problemas no embarque do voo:

– Verificar os seus documentos, regularidade da reserva e preenchimento do seu nome também são medidas fundamentais para evitar a negativa de embarque já no balcão da empresa aérea;

– Faça o check in o quanto antes: em casos de voo lotado, os passageiros que realizam esse procedimento por último tendem a ter maiores problemas no embarque ou serem impedidos de embarcar;

– Chegue com a devida antecedência ao aeroporto para evitar filas. As empresas aéreas costumam abrir seus balcões para o check in de 4 a 2 horas antes do horário de partida do voo. Mas se você não precisa despachar bagagem, recomendamos realizar o check in online, disponível no site da própria empresa.

 

C. Horário de embarque é diferente de horário de partida

É comum encontrar passageiros atrasados pelos aeroportos, que se distraíram esqueceram de seus horários, ou ainda que confundem horário de embarque com o horário de partida/saída do voo.

Por questões de organização, o horário de embarque se inicia bem antes do horário de saída do voo e costuma estar escrito no cartão de embarque. Caso não esteja, a ANAC prevê que o passageiro deve se apresentar no portão de embarque em até 30 minutos antes do horário de decolagem para voos domésticos e em até 60 minutos de antecedência para voos internacionais.

* Como evitar estes problemas no embarque:

– Atenção às informações sobre seu voo no momento da compra e na chegada e permanência no aeroporto. Seja por avisos sonoros ou pelos telões, observe com frequência a situação de seu voo, principalmente qual será o portão de embarque, que poderá mudar, não sendo mais o mesmo escrito em seu cartão de embarque.

 

D. Cancelamentos, atrasos e alterações de voo

Quando um voo é cancelado, alterado ou sofre atraso, os passageiros podem passar longo período aguardando na sala de embarque ou mesmo enfrentando filas para o check in caso este procedimento ainda não tenha sido realizado. Logo abaixo serão explicados os direitos do passageiro para estas situações.

Mas antes, em relação às enormes filas, abrimos parênteses para dizer que estas podem ser causadas por diversos outros motivos: desorganização da empresa aérea, ausência de funcionários suficientes, altas temporadas, voos lotados, problemas causados pelos demais passageiros etc. Daí a importância de chegar com antecedência ao aeroporto, se informar sobre a situação de seu voo e evitar transtornos como estes.

* Como evitar estes problemas no embarque:

– Evitar problemas com atrasos e cancelamentos de voo (e na maioria das vezes em que um voo é alterado) pode não estar ao alcance do consumidor, mas o viajante pode e deve ficar atento às alterações de seu voo. Para isso, recomendamos que confira as informações do voo (horário, rota, data, local de partida e chegada) nas vésperas de sua viagem e fique atento às informações disponíveis no aeroporto.

 

Em todos os casos de problemas no embarque, exija os seus direitos

Não cansaremos de repetir: um consumidor bem informado sobre os seus direitos é capaz de evitar prejuízos e, mesmo se estes chegarem a acontecer, saberá como ser compensado por todo o desrespeito. Por isso, listamos aqui os principais direitos do viajante para casos de problemas no embarque do voo:

* Reembolso integral, reacomodação no próximo voo e execução do serviço por outra modalidade de transporte: estas 3 opções deverão ser obrigatoriamente oferecidas em casos de atrasos de voo superiores a 4 horas, cancelamentos de voo, alteração de voo (sempre que o passageiro chegar desinformado ao aeroporto) ou preterição de embarque (embarque negado);

* Assistências materiais: pela espera por uma solução para o problema no embarque, após aguardar por 1 hora, o viajante passará a ter direito às facilidades de comunicação (a exemplo do acesso à internet); se aguardar por 2 horas, terá direito à alimentação apropriada (café da manhã, lanche, almoço, jantar); e se aguardar por 4 horas, deverá ser acomodado adequadamente (em hotel para pernoite com direito a transporte, se preciso).

* Direito à informação: todo consumidor tem direito a receber informações claras e objetivas sobre o serviço prestado, repassadas de maneira que o consumidor as compreenda de forma imediata e fácil. Por isso, ao passar por qualquer dos problemas mencionados aqui, busque a informação que precisa, especialmente em relação à real situação de seu voo. Havendo tempo de tomar providências, é possível minimizar os danos ao comprar de novas passagens aéreas de outra companhia, remarcar ou até mesmo desistir da viagem.

* Danos morais: estes danos são causados diretamente pelo sofrimento, angústia, frustração do passageiro em razão da situação causada pelo problema com o voo. Além disso, poderá ser agravado pela perda de compromisso pessoal ou profissional, perda de reservas de hotel, passeios etc.

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, merece ser compensado. Cadastre seu caso conosco!

Para informações mais detalhadas sobre os seus direitos em problemas com o voo, recomendamos que leia este post.

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Caso tenha duvidas sobre as formas de fazer o processo de reclamação contra a companhia aérea, clique aqui.

 

Autos nº.: 0027937-34.2014.8.16.0014 – TJPR.

Postado em: junho 13, 2018

Voo cancelado por greve: você tem direito à indenização [Exemplo]

Nestes últimos dias, o Brasil enfrentou uma crise de desabastecimento em razão da greve dos caminhoneiros, que afetou também o setor do transporte aéreo causando transtornos por voo sem combustível. Mas além desta possibilidade, como ficam os direitos dos passageiros em caso de voo cancelado por greve de funcionários ou aeronautas?

Vamos pensar de outra maneira: será que os seus direitos como passageiro deverão ser suprimidos pelo direito de greve? O passageiro será obrigado a voltar para casa após chegar ao aeroporto e receber a notícia do cancelamento de seu voo?

A QuickBrasil decidiu tratar dessa questão em um estudo de caso sobre voo cancelado por greve para ensinar você a exigir o cumprimento de seus direitos antes que possa ser lesado e a reivindicar uma indenização sempre que for desrespeitado pela empresa aérea, até mesmo em casos de greve. Para um consumidor consciente, este texto é indispensável.

 

1. Voo cancelado por greve dos controladores de voo: e agora?

Em nosso estudo de caso, escolhemos um caso julgado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão sobre voo cancelado por greve dos controladores de voo para tratar do tema.voo cancelado por greve

Um viajante chegou ao aeroporto e foi surpreendido pela notícia do cancelamento de seu voo por motivo de greve. Após 24 horas de espera, a empresa aérea finalmente realizou a sua reacomodação em novo voo para que embarcasse rumo ao seu destino. Durante estas 24 horas, a companhia não forneceu alimentação ou acomodação adequadas ao consumidor, que aguardou por todo este tempo no próprio aeroporto.

Em sua defesa, a empresa aérea justificou o cancelamento do voo por greve afirmando que os controladores de voo nacionais apenas realizaram uma “operação padrão”. Por isso, a companhia entendeu não ser responsável por indenizar o passageiro pelos danos causados pelo cancelamento do voo, pois não seria responsável pelo fato que o ocasionou.

 

2. Um rápido panorama sobre direitos

O exercício da greve é protegido pela Constituição da República, sendo esta paralisação um meio garantido ao cidadão para praticar a defesa de seus interesses. Por isso, é um ato legítimo, não sendo permitido proibi-lo.

Já a defesa do consumidor também é prevista pela nossa Constituição, sendo o Código de Defesa do Consumidor um conjunto de normas com esta finalidade de proteção, que deve sempre ser aplicado às relações de consumo, como aquela que existe entre empresa aérea e passageiro.

Assim, tendo esta noção de igualdade no tratamento de ambos os direitos, podemos dizer que não é possível relativizar um deles em razão do outro: não há como sobrepor o direito de greve ao direito do consumidor ou vice-versa.

Então, qual seria a resposta mais adequada para a situação de voo cancelado por greve do nosso estudo de caso?

 

3. O direito de greve não anula os seus direitos como passageiro

Eis a resposta: não é porque os funcionários e aeronautas estão exercendo seu direito de greve que a empresa aérea pode desamparar o passageiro. Não são os cidadãos que paralisaram as atividades do setor aéreo aqueles que desrespeitam o consumidor, mas sim a companhia aérea que o desprotege, visto que todas as normas previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e pela ANAC continuam plenamente válidas para o fornecedor de serviços, sendo dever da empresa aérea obedecê-las.

Ou seja, apesar do voo cancelado por greve, a conduta da empresa aérea foi abusiva ao desamparar o consumidor e, por causar lesão ao passageiro, deverá ser condenada por meio do pagamento de indenização. Este foi o entendimento do Tribunal de Justiça do Maranhão para a situação de nosso estudo de caso.

Na história relatada, temos situações claras do desrespeito ao direito do passageiro: falta de assistência material e informacional, ausência de opções/soluções para a situação e consequente dano moral em razão da própria situação de cancelamento de voo por greve e do verdadeiro abandono ao passageiro praticado pela empresa aérea.

Vamos explicar cada um deles abaixo para que você possa identificar a situação danosa e exigir o cumprimento de seus diretos assim que perceber o desrespeito da empresa aérea, evitando prejuízos.

 

a) Assistência material

Ao chegar ao aeroporto em virtude da falta de informação e precisar aguardar por uma solução para o cancelamento do voo, o passageiro deveria receber algumas assistências que objetivam suprir as suas necessidades básicas. Concedidas conforme o tempo de espera, pelas 24 horas aguardadas, o viajante deveria ter recebido cada uma delas, quais sejam:

– Após 1 hora de espera: facilidades de comunicação, como telefonemas e acesso à internet.

– Após 2 horas de espera: alimentação apropriada para o horário (café da manhã, lanche, almoço, jantar etc.), que poderia ocorrer pelo fornecimento da própria refeição ou pelo oferecimento de voucher em valor suficiente;

– Após 4 horas de espera: acomodação adequada, o que significa hospedagem para pernoite e transporte entre hotel e aeroporto.

 

b) Direito à informação

Certamente, a greve dos controladores de voo não se iniciou sem comunicação prévia ou mesmo de um dia para o outro. Nestas ocasiões, as empresas aéreas já conhecem a situação com certa antecedência.

O direto do passageiro à informação adequada nada mais é que o direito de conhecer claramente tudo sobre a prestação de serviço: forma de execução, horários, datas, valores, regras, condições de segurança etc. Além disso, a ANAC prevê especificamente que as empresas aéreas, sempre que obtiverem informações prévias sobre o voo ou a atividade aérea, deverão comunicar imediatamente ao consumidor sobre o atraso ou cancelamento do voo, sob pena de causar danos a estes.

Por isso, diante do conhecimento e necessidade de cancelar o voo do passageiro de nosso estudo de caso, este deveria ter sido informado adequadamente (em tempo), o que evitaria que chegasse ao aeroporto para então receber a informação do voo cancelado por greve.

Ainda, é importante dizer que sempre que a empresa aérea decidir alterar um voo, esta decisão deverá ser comunicada ao passageiro com antecedência mínima de 72 horas, sob pena de pagamento de indenização pelos prejuízos causados.

 

c) 3 soluções para atrasos e cancelamentos de voo, alteração de voo e preterição de embarque (embarque negado)

Nestas hipóteses, é dever da empresa aérea oferecer ao passageiro:

– Reembolso integral do valor pago pelas passagens não utilizadas e da tarifa de embarque;

– Reacomodação em outro voo para o mesmo destino na primeira oportunidade (em voo operado por qualquer empresa aérea) ou em momento oportuno escolhido pelo viajante (em voo obrigatoriamente da empresa aérea já contratada);

– Execução do serviço por outra modalidade de transporte, sendo o mais comum percorrer as rotas por via terrestre, seja em carros, ônibus ou trens.

 

d) Dano moral em casos de voo cancelado por greve

O dano moral ocorre diretamente em razão do cancelamento de voo, que, por si só, gera transtorno, angústia e frustração ao consumidor, principalmente se a companhia aérea desamparar o viajante ou não tomar qualquer providência para sequer confortar o passageiro diante da falha da prestação do serviço.

Neste caso específico de voo cancelado por greve, algumas observações são necessárias. Por mais que a greve seja praticada pelos funcionários ou aeronautas, estando fora do controle da empresa aérea, a responsabilidade objetiva (e a Teoria do Risco do Empreendimento) garantem ao consumidor o recebimento de indenização sempre que sofrer danos causados pelo transporte aéreo.

Isto porque a ocorrência de greve é um risco assumido (e por isso conhecido) pela companhia aérea que decide atuar neste mercado, devendo, assim, assumir os prejuízos causados por este risco. Para entender melhor esta questão, recomendamos a leitura deste post sobre os limites da responsabilidade da empresa aérea.

Caso você tenha conhecimento prévio sobre a greve e queira evitar problemas com cancelamentos e atrasos de voo, lembramos a você pode optar por desistir do voo. Leia neste post informações sobre reembolso, devolução da tarifa de embarque e possibilidade de aplicação de multas por desistência. Se você desejar remarcar o seu voo, recomendamos a leitura deste post.

 

4. Foi lesado por um voo cancelado por greve? Exija os seus diretos e indenização

Diante do desrespeito da empresa aérea aos seus direitos, você deve buscar um meio adequado para reivindicá-los, para exigir uma indenização e para garantir que a empresa aérea seja punida pela prestação de serviço defeituosa e danosa.

Por tudo o que ensinamos aqui, o passageiro não deve deixar de exigir o cumprimento de seus direitos mesmo em hipóteses de greve. É absurdo que a empresa aérea se aproveite da situação para abandonar o consumidor após a comunicação do atraso ou cancelamento do voo.

Além disso, ainda que a melhoria do serviço de transporte aéreo seja obrigação daqueles que o prestam, somente reivindicando os seus direitos o consumidor será capaz de impedir que este serviço continue a ser prestado sem condições de mínimo respeito ao viajante.

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, merece ser compensado. Cadastre seu caso aqui

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Apelação Cível nº.: 50552012

Postado em: junho 12, 2018

Copa do Mundo de 2018: valiosas dicas e direitos em voos para Rússia

Em mês de Copa do Mundo, muitos viajantes já embarcaram para a Rússia e alguns estão de malas prontas. Como preparativos de viagem, certamente foram pesquisados hotéis, passeios, onde comer e etc. Mas será que o passageiro está por dentro de seus direitos para enfrentar possíveis problemas com voo?

Por ser um evento sediado por várias cidades, o viajante que planeja acompanhar de perto cada jogo desta Copa precisará estar preparado para enfrentar por exemplo atrasos ou cancelamentos de voo não só até desembarcar na Rússia, mas também dentro do país, apesar de torcermos para que tudo dê certo.

Para preparar o consumidor, a QuickBrasil reuniu as melhores dicas e importantes direitos sobre voos para a Rússia (e dentro do país) para que o viajante tenha em mãos um guia rápido sempre que precisar. Vamos lá?

 

#1. Panorama geral dos seus direitos como passageiro

Sem dúvidas, esse é o tópico mais importante do texto. A primeira coisa que o passageiro precisa ter em mente é que nesta Copa do Mundo poderá viajar por empresas aéreas que atuem no Brasil ou que atuem somente no exterior. Assim, nesta Copa você poderá utilizar muitas empresas estrangeiras, como as russas Aeroloft, S7 Airlines, Pobeda, Transaero por exemplo.voo cancelado ou atrasado copa do mundo

Isso alterará os seus direitos como passageiro. Embora os voos possam ser internacionais ou domésticos, uma coisa é certa: nos voos de ida e volta ao Brasil, a empresa atuará neste país e se submeterá às leis válidas para o Brasil, sejam regras previstas pela ANAC, Código Civil, Código de Defesa do Consumidor ou, em casos específicos, às convenções internacionais assinadas.

Para empresas que não atuam no Brasil, as leis e direitos do passageiro são outros. Neste caso de Copa do Mundo, é importante que o passageiro esteja por dentro das regras russas, pois viajará por companhias que atuam naquele país e entre locais de saída e destinos dentro daquele território.

! Atenção: quando falamos em atuar em um país ou em outro, isso não significa somente realizar voos. Uma empresa atua em determinado país se possui sede ou filial nele e oferece os seus serviços para aquele mercado, aqueles consumidores, seja em estabelecimentos físicos ou online.

Em qualquer caso, para evitar danos, sempre que o viajante notar o desrespeito a qualquer de seus direitos, recomendamos que vá ao balcão de atendimento da empresa aérea para exigir o cumprimento destes.

 

* Deveres das empresas que atuam no Brasil

Em casos de atraso de voo por mais de 4 horas, cancelamento de voo, preterição de embarque (negativa de embarque ou overbooking) e interrupção do serviço, a empresa aérea deverá oferecer ao viajante 3 opções para solucionar o problema com o voo:

1. Reacomodação em outro voo: poderá ser no próximo voo para o destino escolhido, em aeronave de qualquer empresa aérea. O passageiro pode também escolher um horário mais conveniente para embarcar, sendo a única regra que este voo seja realizado pela empresa aérea já contratada anteriormente;

2. Reembolso integral: reembolso do valor pago pelas passagens não utilizadas e pela tarifa de embarque;

3. Execução do serviço por outra modalidade de transporte: sempre que possível e necessário, o consumidor deve ser transportado para o destino pretendido (ou percorrer trecho dele) por outra modalidade de transporte, a exemplo de carros, ônibus ou trens.

 

Além disso, enquanto o passageiro espera pela solução para o problema, deverá receber as assistências materiais, devidas de acordo com o tempo de espera.

4. Se o passageiro aguarda por 1 hora: deverá receber as facilidades de comunicação, como telefonemas e acesso à internet;

5. Se o passageiro aguarda por 2 horas: possuirá direito à alimentação apropriada para o horário (café da manhã, lanche, almoço, jantar), seja pelo fornecimento da própria refeição ou de voucher em valor suficiente para se alimentar no aeroporto;

6. Se o passageiro aguarda por 4 horas ou mais: deverá ser acomodado adequadamente, incluindo hotel para pernoite e transporte entre este e o aeroporto. Se o consumidor residir na mesma localidade do aeroporto, ainda terá direito ao transporte;

 

7. Dever de informação: a empresa aérea é obrigada a lhe comunicar todas as informações necessárias ao cumprimento do serviço de transporte (horários, datas, locais de partida e chegada, medidas de segurança, rotas, regras etc.). Ainda, se um voo sofre atraso, alteração ou cancelamento, é direito do passageiro ser comunicado imediatamente. Caso a empresa aérea planeje e altere, atrase ou cancele um voo, deverá comunicar o consumidor com antecedência mínima de 72 horas antes do horário de saída do voo, sob pena de causar prejuízos ao viajante e, consequentemente, dever indenizá-lo;

8. Em caso de alteração de voo, caso a empresa descumpra o seu dever de informação e cause danos ao viajante, as 3 opções (reembolso, reacomodação, execução do serviço por outra modalidade de transporte) deverão ser oferecidas. Caso o passageiro chegue a comparecer ao aeroporto por estar desinformado, deverão ser fornecidas as assistências materiais;

 

9. Dano moral: em problemas com o voo, entende-se que o passageiro tenha sofrido um dano moral presumido por toda a frustração, angústia e constrangimento vividos em razão da própria situação de desrespeito aos seus direitos. Para este dano moral, o passageiro sequer precisa apresentar provas.

Se em razão do problema com o voo o viajante perder algum compromisso como passeios turísticos, jogos da Copa do Mundo, reservas de hotel ou em restaurantes etc., é interessante que guarde o comprovante dos bilhetes de entrada ou reserva para que possa demonstrar a gravidade do dano moral lhe causado e exigir a devida indenização.

10. Exceções à regra: há algumas situações que excluem a responsabilidade da empresa aérea pelos problemas com voo e você pode conhecê-las melhor neste post. Porém, uma coisa é certa: não é porque a empresa não é responsável pelo fato que causou aquele problema que poderá simplesmente manter o passageiro desamparado e sem solução para o transtorno. Por isso, o respeito aos direitos do consumidor e passageiro sempre deverá prevalecer.

 

* Deveres das empresas que atuam na Rússia (e não atuam no Brasil)

Por problemas com voo em território russo, a empresa aérea deverá indenizar o consumidor por danos lhe causados por atrasos e cancelamentos de voo que não envolvam força maior (desastres naturais, mau tempo, acontecimentos bélicos e greves entram neste conceito), por overbooking (embarque negado pela venda de mais assentos que a aeronave pode suportar) e problemas técnicos internos, como falta de tripulação e manutenção inadequada da aeronave.

Na Rússia, devido à importância do motivo do problema com o voo, as empresas aéreas são obrigadas a informá-lo sempre que o viajante perguntar. Assim, diante de um transtorno, não deixe de buscar esta informação.

Em caso de atrasos de voo, a empresa aérea geralmente se apresenta para colocar uma marcação em seu bilhete, indicando o atraso. Isto lhe dá direito a uma indenização calculada por hora de atraso, ainda que esta indenização seja em valor absurdamente baixo.

As assistências materiais têm os seus tempos de espera diferenciados daqueles estabelecidos pela ANAC:

– Após 2 horas de atraso de voo: o passageiro tem direito ao acesso à comunicação (dois telefonemas ou duas ligações);

– Após 4 horas de atraso de voo: o viajante deverá receber uma refeição quente, que se repetirá a cada 6 horas em horas do dia e a cada 8 horas em horas da noite;

– Após 8 horas de atraso de voo: o consumidor deverá ser acomodado em hotel para pernoite, com direito ao transporte.

 

Em casos de cancelamento de voo, a empresa aérea deverá:

Reacomodar o passageiro, não havendo regras para quando este voo decolará ou qual será a empresa utilizada; ou

Reembolsar o passageiro pelos bilhetes não utilizados;

– Em casos de cancelamento de voo, não há previsão de pagamento de indenização.

 

#2. Situações específicas que podem acontecer nesta Copa do Mundo

* A ida e a volta da Copa do Mundo: voos de conexão e direitos

Ao adquirir as passagens aéreas, o passageiro certamente percebeu que foi obrigado a viajar em um voo com uma ou mais conexões. Isso porque não existem voos direitos entre Brasil e Rússia. Por isso, o atraso, cancelamento ou ou alteração de voo nos trechos de ida e volta da Copa do Mundo necessitarão de atenção especial às conexões.

Caso o voo que realizará o primeiro trecho passe por problemas que leve o passageiro a perder os demais voos, o viajante terá direito às opções de reembolso do valor pago pelas passagens e tarifas de embarque e, se desejar, reacomodação para este voo e para os seguintes.

Se o voo atrasado, cancelado ou alterado for aquele que percorreria um trecho intermediário da rota ou um trecho final, além das opções acima, o passageiro poderá optar por voltar à cidade de partida, também devendo ser reembolsado integralmente, exceto se algum dos trechos for aproveitado (para a volta para ao seu domicílio ou caso deseje desembarcar em cidade diferente daquela de onde partiu).

Para saber mais sobre perda de voo de conexão, recomendamos este post.

 

* Atrasos e cancelamentos de voo por mau tempo

Apesar de a Copa do Mundo de 2018 acontecer no verão russo, você deve estar preparado para situações climáticas imprevisíveis e para embarcar ou desembarcar em locais bastante chuvosos.

Isto significa que o passageiro precisará estar atento aos problemas com voo em razão do mau tempo. Os direitos aplicáveis nestes casos são todos aqueles aqui ensinados, considerando o país de atuação da empresa aérea.

 

#3. Caso você seja um passageiro lesado na Copa do Mundo, reivindique os seus direitos

Antes de apresentar as opções para o recebimento de indenização, gostaríamos de deixar aqui a recomendação para que leia este post, estas dicas e conheça as formas de evitar problemas com voo.

Se tiver sido impossível impedir que a empresa aérea lhe causasse prejuízos, saiba que você pode procurar um meio adequado para reivindicar seus direitos e exigir a indenização por todo o desrespeito.

Mas lembre-se: mesmo que a regra das reclamações seja tramitar na cidade de domicílio do consumidor, lembramos que as empresas que não atuam no Brasil não estão subordinadas às nossas leis. Por isso, destacamos a importância de estar preparado, informado e de exigir os seus direitos no exato momento em que a empresa aérea os desrespeitar, evitando, assim, suportar todos os prejuízos sofridos ainda que não seja esta a sua obrigação.

Optando pela via judiciária, o passageiro lesado poderá requerer que a empresa aérea seja punida por meio do pagamento de uma indenização pelos danos lhe causados. E neste momento, a QuickBrasil, já consciente dos prós e dos contras da escolha desta via, dá ao viajante uma boa notícia:

Com o objetivo de garantir que a empresa aérea seja punida pela má qualidade de seu serviço, deixando clara a necessidade de melhoria e para incentivar o consumidor a não deixar o desrespeito ao seu direito passar batido, oferecemos uma indenização imediata em troca de sua reclamação conosco. Assim, eliminamos os riscos, burocracia, demora e espera do procedimento e seguimos por você com a demanda judicial.

 

Nesta Copa do Mundo, não deixe de lado a luta pelos seus direitos: conheça-os, exija-os e reivindique-os.

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Postado em: junho 8, 2018

Problemas com o voo no dia dos namorados: seja indenizado pelos planos frustrados

Muitos casais celebram o dia dos namorados preparando surpresas, agendando viagens, fazendo passeios românticos etc. Mas apesar de todo o planejamento, as expectativas podem ser frustradas por problemas com o voo no dia dos namorados para o destino escolhido.

Já ouvimos relatos de casais que sofreram atrasos, alterações e cancelamentos de voo; que embarcaram em voos diferentes em razão de overbooking (negativa de embarque) e os horários de desembarque não coincidiram, frustrando os planos do dia; que perderam seus passeios em viagens por não chegarem a tempo; por não conseguirem se encontrar nesta data, pois namoram à distância e os problemas com o voo no dia dos namorados impediram o encontro.

Por isso, a QuickBrasil preparou algumas dicas sobre direitos do consumidor e do passageiro para que você evite estas frustrações e para que saiba exigir a indenização devida se for preciso. Se você gostaria de evitar este tipo de situação ou se já viveu um caso parecido, este texto é para você.

1. O ponto chave: o dever de assistência da empresa aérea

São tantas as possibilidades de problemas com o voo no dia dos namorados que precisamos destacar aqui um ponto chave para orientar melhor o viajante: o direito à assistência.problemas com o voo dias dos namorados

Isto significa que todo passageiro que passar por problemas com o voo no dia dos namorados ou qualquer outro dia, deverá receber assistência da empresa aérea, seja a prestação de informações necessárias, seja a assistência material (comunicação, alimentação, acomodação), seja a solução para o problema, conforme se verá abaixo.

Por isso, quando um passageiro se vê sem assistência, deverá saber que ali há um dano. E sempre que houver dano, haverá direito à indenização. Agora que isso está claro, descomplicaremos os seus direitos.

 

2. Para problemas com o voo no dia dos namorados (ou qualquer outro dia), a empresa aérea deverá oferecer soluções

Começaremos pelo básico: diante de problemas com o voo, a empresa aérea precisa lhe propor uma solução. Assim, em caso de cancelamento de voo ou atraso superior a 4 horas, negativa de embarque, alteração de voo ou interrupção do serviço, a companhia aérea deverá oferecer aos viajantes as seguintes 3 opções:

a) Reembolso integral das passagens aéreas não utilizadas, bem como a devolução da tarifa de embarque;

b) Reacomodação em outro voo: esta reacomodação poderá ocorrer de duas formas:

– No próximo voo para o destino escolhido, em voo de qualquer empresa aérea;

– Em novo voo que decolará em horário escolhido pelo viajante, sendo a única condição que este voo seja operado pela empresa aérea já contratada.

Em relação à reacomodação, é importante lembrar que os passageiros que compraram passagens para viajarem juntos, como é o caso de famílias, amigos, namorados etc., não são obrigados a aceitar as condições da empresa de reacomodação caso sejam realocados para voos separados.

c) Execução do serviço por outra modalidade de transporte: esta solução é interessante para trechos que podem ser percorridos pela via terrestre, por exemplo, sempre que não houver voo que não atenda a necessidade dos passageiros de viajar em razão de seus horários ou compromissos.

 

Para saber mais sobre os direitos e soluções em caso de alteração de voo, recomendamos este post.

Se precisar de mais informações sobre negativa de embarque (overbooking), direitos aplicáveis, maneiras de negociar e como evitar, você pode acessar este post.

 

3. Enquanto espera por uma solução, o passageiro deverá ser amparado

Neste momento, estamos falando das assistências materiais e do acesso à informação adequada.

As assistências materiais devem ser prestadas para satisfazer as necessidades básicas do viajante enquanto aguarda pela solução dos problemas com o voo. São determinadas de acordo com o tempo de espera. Por isso, se o passageiro aguarda por:

– 1 hora: deverá ter acesso aos meios de comunicação, como telefonemas e acesso à internet;

– 2 horas: deverá receber alimentação apropriada para o horário (café da manhã, almoço, lanche, jantar), o que poderá acontecer pelo fornecimento da própria refeição ou por meio de um voucher em valor suficiente para se alimentar no aeroporto;

– 4 horas ou mais: deverá ser acomodado adequadamente para que aguarde, o que significa, em caso de pernoite, ter acesso à hospedagem em hotel e ao transporte entre este e o aeroporto. Se o passageiro morar na mesma localidade do aeroporto, ainda terá direito ao transporte.

 

Já o direito à informação é aquele que protege o direito à comunicação clara das condições do serviço, no caso, o serviço de transporte aéreo. É este direito que obriga as companhias a informar sobre o tempo dos atrasos, alterações e cancelamentos de voo, sobre condições de voo e de segurança, sobre qualquer informação que o consumidor deva ou queira conhecer. Toda informação que for solicitada deverá ser respondida.

Caso a empresa aérea tenha programado uma alteração no voo, deverá comunicar ao viajante no prazo mínimo de 72 horas antes do horário de saída do voo, sob pena de causar danos aos passageiros e responder por eles.

Além disso, o passageiro deverá ser informado a cada 30 minutos sobre o possível horário de partida de seu voo em casos de atraso.

Se a informação de cancelamento ou atraso de voo foi conhecida previamente pela empresa aérea, esta tem o dever de informar ao viajante imediatamente.

 

4. A frustração dos planos do casal gera dano moral

O dano moral em situações de problemas com o voo (no dia dos namorados ou qualquer outro dia), especialmente em atrasos superiores a 4 horas e cancelamentos, é considerado como presumido. Isto significa que o fato de o voo atrasar, ser cancelado ou sofrer alterações já causa prejuízo ao passageiro e que o viajante sequer precisa demonstrá-lo: presume-se.

Este dano moral pode ser agravado conforme o caso. Você se lembra das hipóteses que destacamos no início do post? Pois bem, a frustração dos planos feitos para o dia dos namorados gera dano moral.

Para que essa angústia vivida pelo casal em razão dos problemas com o voo fique clara no momento de exigir a reparação, seria interessante que os viajantes apresentassem documentos comprobatórios, como reservas perdidas de hotéis, passeios e restaurantes. Neste momento, tudo pode se transformar em prova, até aquela simples confirmação de reservas por mensagem ou e-mail.

 

5. Evite transtornos por problemas com o voo neste dia dos namorados

O viajante não tem o controle da situação de cancelamento de voo, atraso, alterações, overbooking, greves, ausência de tripulação entre vários exemplos. Mas você pode diminuir as chances de enfrentar problemas ao adotar algumas práticas como:

– Nas vésperas da viagem (5 dias antes e no dia anterior), confira a sua reserva e a situação do voo por meio de contato com a empresa aérea ou pelo site;

– Tenha em mãos todos os documentos necessários para a viagem, especialmente se viajará para o exterior, com crianças ou com animais de estimação;

– Faça o check in online, disponível no site da empresa aérea, e chegue ao aeroporto com antecedência para que tenha tempo de despachar suas malas com segurança; tomar medidas de emergência caso sejam identificados problemas com o voo; para evitar longas filas e para diminuir as chances de ser vítima de overbooking;

– Sempre que você perceber que os seus direitos como passageiro podem ser lesados, vá ao balcão de atendimento da empresa aérea e exija-os. Seja a ausência do oferecimento das possíveis soluções, do fornecimento das assistências materiais ou de simples informações que você peça, não permita que a empresa aérea desrespeite você.

Para evitar problemas relacionados aos destinos escolhidos (que envolvam mau tempo ou relacionados aos grandes centros urbanos), não deixe de ler este post.

 

6. Se você já sofreu algum dano por problemas com o voo no dia dos namorados ou qualquer outro dia, exija uma indenização

Se você já teve o seu direito desrespeitado por uma empresa aérea e arcou com estes prejuízos, você deve buscar um meio adequado para reclamar e exigir o recebimento de uma indenização.

O que você precisa saber de imediato é que nem todo tipo de reclamação lhe dá direito à indenização, como é o caso da reclamação perante a ANAC. Já o Poder Judiciário é o meio adequado para que a empresa aérea seja condenada ao pagamento de indenização ao passageiro como punição pelo sofrimento causado ao consumidor.

Para que você entenda todo o procedimento de reclamação contra empresa aérea, indicamos a leitura deste post.

Se você tiver interesse em conhecer algumas medidas para garantir a sua indenização, bem como que a empresa aérea seja efetivamente punida, publicamos este post com dicas bem interessantes.

 

Caso ainda tenha dúvidas sobre os resultados de sua reclamação, riscos, burocracia e demora, lembre-se de que a QuickBrasil pode eliminar todas estas preocupações lhe garantindo uma indenização imediata em troca de sua reclamação. O nosso objetivo é que você reclame junto com a gente pelos seus direitos para que a empresa aérea não fique impune, mais uma vez, pelo tratamento inadequado aos seus consumidores. Contate-nos!

É muito importante que o consumidor decida zelar pelos seus direitos em benefício de toda uma sociedade. Cada reclamação realizada é uma forma de demonstrar a insatisfação com o serviço de transporte aéreo prestado em padrões desrespeitosos e um passo em direção à melhoria desta realidade.

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Postado em: junho 6, 2018

Reclamação contra empresa aérea: a perfeita solução para danos por atraso e cancelamento de voo

Em casos de atrasos e cancelamentos de voo, a companhia costuma desamparar o consumidor e permitir que este sofra diversos prejuízos, tornando a reclamação ou ação contra empresa aérea a única alternativa para que aqueles danos sejam indenizados.

Sabemos que muitas vezes o viajante deixa de exigir reparação por desconhecer como funciona esta ação ou por imaginar que terá tanto trabalho em algo que poderá não entregar o resultado esperado. Porém, reclamar é a perfeita solução para punir a empresa aérea pelo desrespeito e receber reparação pelos prejuízos.

Para que você entenda melhor este tema, a QuickBrasil traz um estudo de caso e ensina dicas descomplicadas para se ter sucesso ao reivindicar os seus direitos, seja em uma reclamação verbal, no momento do problema com o voo, ou em possível ação judicial.

 

1. O caso de estudo: Abuso do direito, passageira universitária perde seus compromissos de intercâmbio por atraso de voo

A viajante, estudante universitária, pretendia iniciar seu intercâmbio no Chile. Já no aeroporto, preparada para o embarque, seu voo sofreu atraso de 16 horas, chegando a pousar duas vezes em cidades diversas em razão de más condições meteorológicas. Em uma destas vezes, o novo embarque somente ocorreu no dia seguinte ao da viagem.Reclamar contra a empresa aérea é fácil de se fazer

Além disso, a empresa aérea não prestou qualquer tipo de assistência, principalmente o oferecimento de alimentação, meios de comunicação e hospedagem. Por isso, a consumidora permaneceu no aeroporto por toda a madrugada, aguardando por solução.

Consequentemente, após todo este atraso, a viajante perdeu seu compromisso relacionado ao intercâmbio, agendado para o dia de sua chegada.

Como se não bastasse, em seu voo de volta para casa, a constrangedora situação de atraso se repetiu, visto que a viajante somente desembarcou no Brasil com atraso de 6 horas.

 

2. A solução ideal para os danos sofridos: Reclame contra a empresa aérea

Seja voo cancelado, voo atrasado, overbooking, perda de conexão, alteração do voo, embarque negado, problemas com o voo por mau tempo, perda de compromisso, ou algum outro problema com o voo, reclamar contra a empresa aérea é a solução ideal para os danos sofridos (seja qualquer desses danos material ou moral).

Nesse caso de estudo, a situação vivida pela viajante lhe causou danos que devem ser reparados. Para conseguir esta reparação, a consumidora optou pela ação contra companhia aérea por atraso de voo.

Neste ponto, é fundamental que o consumidor escolha um meio adequado para reclamar os seus direitos. Explicamos: caso um viajante busque a ANAC e registre reclamação formal contra empresa aérea, a ANAC somente poderá punir a companhia pela via administrativa, ou seja, não possui o poder de condená-la ao pagamento de indenização ao passageiro lesado.

Já o Poder Judiciário dá ao viajante a oportunidade de contar e comprovar o ocorrido e depois exigir a reparação. Logo serão aplicados os direitos do consumidor e definida a indenização. Por isso, iniciar um processo contra empresa aérea é a perfeita solução para reparar os danos causados por qualquer problema com o voo.

Neste momento, você deve estar preocupado com o trabalho, burocracia, riscos e espera que poderá enfrentar caso opte por esta ação de indenização pelos prejuízos sofridos.

Há algumas medidas que o passageiro pode tomar para aumentar as chances de sucesso. Você pode conhecê-las neste post, um guia sobre o que fazer para garantir que a empresa responda pelos danos ao consumidor.

Por isso, não suporte sozinho danos que nem sequer cabe a você suportar. E para que você se prepare da melhor forma possível e contribua com o sucesso da ação contra empresa aérea, é preciso que seja um consumidor informado, capaz de entender o seu direito lesado e de demonstrar este prejuízo, sempre que for possível e preciso.

 

3. O sucesso da reclamação contra empresa aérea depende do seu conhecimento sobre seus direitos

Principalmente para o passageiro que tem a oportunidade de reclamar no balcão de atendimento e exigir em tempo o cumprimento de seus direitos, é fundamental que este viajante os domine.

Caso o dano já tenha sido causado, o consumidor deverá ficar atento ao direito lesado, para que possa comprovar o que for necessário e aumentar as chances de sucesso em uma reclamação contra empresa aérea.

Assim, no estudo de caso de atraso de voo, a passageira universitária possuía os seguintes direitos:

 

a) Reembolso, reacomodação ou execução do serviço por outra modalidade de transporte

Em casos de cancelamento ou atraso de voo superior a 4 horas, a empresa aérea deverá oferecer obrigatoriamente ao consumidor estas 3 opções:

Reembolso do valor integral pago pelos bilhetes aéreos, incluída a tarifa de embarque;

Reacomodação em outro voo para o destino pretendido, o que poderá ocorrer no próximo voo de qualquer empresa aérea ou em horário conveniente para o consumidor. Caso o consumidor escolha o horário no qual quer embarcar, a única regra é que este voo seja da empresa aérea já contratada;

Execução do serviço por outra modalidade de transporte: opção bastante útil quando o horário do próximo voo para o destino planejado for muito distante do horário contratado.

No caso da universitária, assim que o atraso de voo completou a 4ª hora de atraso, esta passou a ter o direito de escolher, por exemplo, o reembolso das passagens para que adquirisse novos bilhetes, contratando outra empresa aérea para viajar, ou mesmo a reacomodação em novo voo, que fosse decolar imediatamente para o destino pretendido.

 

b) Assistências materiais

É dever da empresa aérea fornecer ao passageiro as assistências materiais, que objetivam suprir as necessidades básicas do consumidor enquanto aguarda por solução ao problema.

Assim, se o passageiro já aguarda por 1 hora, deverá receber as facilidades de comunicação (a exemplo do acesso à internet); se aguardar por 2 horas, terá direito à alimentação; se aguardar por 4 horas ou mais, deverá receber acomodação adequada (em hotel para pernoite, se preciso) e terá direito ao transporte entre hotel e aeroporto.

Por isso, em razão do longo atraso, a passageira deveria ter sido acomodada em hotel para pernoite, incluído o transporte, mas permaneceu durante todo o tempo de espera no aeroporto, sem alimentação, em condições absurdas de cansaço e frustração.

 

c) Dano moral

Além do mais, a própria situação de longo atraso de voo causa dano moral ao passageiro. Perder os compromissos da viagem é considerado um agravante para este prejuízo em razão do constrangimento e da frustração gerada ao consumidor

Os danos morais em caso de problemas com voo são considerados presumidos, pois provados o fato e as circunstâncias pessoais do passageiro, não se exige prova do desconforto, da dor ou da aflição para que o dano seja reconhecido.

No caso estudado, a viajante pretendia chegar à capital chilena, se acomodar, descansar e comparecer ao compromisso de intercâmbio agendado por sua universidade. No entanto, perdeu a oportunidade de realizar cada uma destas tarefas, sendo submetida a situação completamente estressante e frustrante.

Como se não bastassem os prejuízos já causados à passageira em sua viagem de ida, houve novo atraso de voo em sua viagem de volta, reforçando o desrespeito da empresa aérea por uma prestação de serviços que atinja minimamente o que se espera de um transportador aéreo. A passageira, após ter realizado um intercâmbio fora de seu país, ansiosa por reencontrar seus familiares e amigos, foi exposta a novo estresse e angústia.

 

Importante: é perfeitamente compreensível que os voos precisem ser alterados, atrasados ou cancelados quando a segurança dos passageiros, aeronautas e demais pessoas em solo pode ser colocada em risco, como é o caso de mau tempo. Porém, este fato não significa que a empresa aérea poderá desrespeitar o direito do passageiro, como desampará-lo no aeroporto, sem informações e sem nenhuma assistência material.

 

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, faça uma reclamação contra empresa aérea. Cadastre seu caso conosco!

Por fim, lembramos que o consumidor lesado que busca o cumprimento de seus direitos por meios legítimos colabora com toda uma comunidade de consumidores, ajudando a repreender o desrespeito das empresas aéreas e a mostrá-las a necessidade de melhorar o serviço hoje oferecido ao viajante.

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

 

Apelação Cível nº.: 70055910848 – TJRS

Postado em: maio 30, 2018

Passageiro sem assistência em cancelamento e atraso de voo: identifique o seu caso e exija seus direitos

Muitas empresas aéreas insistem em deixar o passageiro sem assistência quando um voo é cancelado ou atrasado, quando há negativa de embarque (overbooking), alteração de voo ou interrupção do serviço etc.

Porém, o viajante não é obrigado a permanecer desinformado e abandonado no aeroporto enquanto aguarda. A empresa aérea deve prestar assistência ao passageiro – assistência material, assistir o passageiro com necessidade de assistência especial, comunicar todas as informações necessárias e encontrar rapidamente uma solução para o problema com o voo.

Por isso, a QuickBrasil separou algumas situações em que você deve exigir o cumprimento do seu direito à assistência. Frisamos que se este direito for desrespeitado, o viajante deverá reclamar e receber a indenização devida.

 

1. Conheça as assistências ao passageiro

a) Direito à informação

É direito do consumidor conhecer claramente todas as informações sobre o serviço prestado, que deverão estar disponíveis inclusive às pessoas com deficiência.passageiro sem assistência por voo cancelado ou atrasado

Ignorar este direito é manter o passageiro sem assistência, desorientado pelos aeroportos. O direito à informação é um dos mais desrespeitados pelas companhias, que não costumam informar ao viajante as reais condições de seu voo, o mantendo em longa espera sem saber sequer se esta durará horas ou dias.

As alterações programadas pelas empresas aéreas, como mudança de data e horário, local de partida ou de desembarque e alteração de rota, deverão ser comunicadas ao consumidor no prazo mínimo de 72 horas de antecedência, sob pena de causar danos aos viajantes e, assim, gerar direito à indenização.

Para entender melhor o que fazer em casos de alteração de voo, como evitar transtornos, quais são os seus direitos e como exigi-los, a QuickBrasil já publicou este post.

 

b) PNAE – Passageiro com Necessidade de Assistência Especial

Para a ANAC, é considerado um PNAE a “pessoa com deficiência, pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, gestante, lactante, pessoa acompanhada por criança de colo, pessoa com mobilidade reduzida ou qualquer pessoa que por alguma condição específica tenha limitação na sua autonomia como passageiro.”

Estes passageiros contam com regras especiais que garantem toda a acessibilidade necessária, recebendo, portanto, assistência especial.

Por isso, a empresa aérea deve questionar este passageiro no momento da compra das passagens (independente do canal de vendas – internet, agência de viagens, guichê da companhia etc.) sobre a necessidade de acompanhante, ajudas técnicas, recursos de comunicação e outras assistências que forem essenciais.

 

c) Assistências materiais

O objetivo das assistências materiais é satisfazer as necessidades do passageiro enquanto espera por solução para o problema com o voo, de forma gratuita. Isto se aplica também aos passageiros que já estão a bordo da aeronave com portas abertas.

Assim, se o passageiro aguardar:

– por 1 hora: terá direito ao acesso aos meios de comunicação (internet, ligações telefônicas);

– por 2 horas: deverá receber alimentação apropriada, de acordo com o horário (como café da manhã, almoço ou jantar etc.), o que poderá ocorrer por meio do fornecimento da própria refeição ou de voucher individual em valor suficiente.

– por 4 horas ou mais: deverá ser acomodado adequadamente; ou seja, em caso de pernoite, deverá ser contratado serviço de hospedagem (exceto se o passageiro residir na cidade do aeroporto de partida) e transporte de ida e volta para o aeroporto, em todos os casos.

 

d) Solução para o problema com o voo

A ANAC garante ao consumidor o oferecimento de reacomodação em novo voo (imediatamente ou em outro horário conveniente), reembolso integral do valor das passagens e execução do serviço por outra modalidade de transporte.

Importante: a companhia poderá deixar de prestar as assistências materiais se o passageiro:

–  escolher não voar no próximo voo para o destino pretendido, mas sim optar por um horário que lhe favoreça;

– optar pelo reembolso integral dos bilhetes.

Para saber mais sobre cada uma destas opções, recomendamos a leitura deste post.

 

Lembramos ainda que o atraso de voo superior a 4 horas e o voo cancelado geram dano moral ao passageiro. Todo o transtorno e angústia trazidos ao viajante pela própria situação de atraso ou cancelamento devem ser indenizados.

 

2. Prestar parcialmente as assistências é o mesmo que deixar o passageiro sem assistência

Atenção! Muitas empresas aéreas prestam as assistências ao passageiro de uma forma incompleta, esperando apenas ficar livre desta responsabilidade.

Saiba que prestar as assistências, principalmente as materiais, de forma incompleta é o mesmo que deixar de prestá-las. O consumidor que recebeu a assistência parcial sofre os mesmos danos que aqueles que permaneceram sem assistência, pois a alimentação oferecida, o acesso à comunicação e a acomodação em condições insuficientes não eliminaram as necessidades dos passageiros.

E se, durante o horário do almoço, for entregue somente uma fruta ao passageiro? E se o voucher para o jantar tiver o valor de R$5? E se o acesso à comunicação for limitado a 10 minutos durante todo o tempo de espera?

Entre as diversas possibilidades, pode ocorrer ainda: acomodação do viajante em hotel de baixa qualidade, que não garanta o mínimo conforto (banho frio, janelas que não fecham); transporte ineficiente entre aeroporto e hotel, que cumpra somente uma parte do percurso ou que não ofereça segurança e não respeite as normas de trânsito, entre outras circunstâncias.

Em todos estes casos, o passageiro sem assistência adequada deverá reclamar os seus direitos e exigir a responsabilização da empresa pelos danos sofridos.

 

3. Se você é um passageiro sem assistência, reivindique seus direitos

Se você exigiu que a empresa aérea lhe amparasse no momento em que vivia os transtornos no aeroporto e esta se negou a cumprir seu dever, você deverá procurar um meio adequado para reivindicar seus direitos e a devida indenização.

Neste ponto, queremos compartilhar algo importante: para garantir que a empresa seja punida por deixar o passageiro sem assistência, basta que este guarde todos os comprovantes (quando houver) dos gastos com alimentação, comunicação, hospedagem e transporte que deveriam ser fornecidos.

Assim, ao buscar o Poder Judiciário exigindo uma indenização por cancelamento de voo, atraso de voo ou em uma ação contra a companhia aérea por cancelamento de passagem etc., ao serem apresentados os comprovantes guardados, a empresa também será punida por não prestar a devida assistência ao consumidor.

É por isso que nós da QuickBrasil sempre recomendamos que o viajante guarde os comprovantes de seus gastos, especialmente da compra das passagens, reserva de hotel, comprovante de compra de passeios ou de agendamento de compromisso e das despesas gerais da viagem.

Tenha em mente que aquele passageiro sem assistência é reflexo da má prestação de serviço hoje oferecida pelas empresas aéreas, o que poderá melhorar a cada reclamação que o consumidor tornar pública e exigir a responsabilização da empresa.

Se você já passou por alguma situação semelhante à relatada, merece ser compensado. Cadastre seu caso conosco

 

Caso deseje conferir os demais direitos do viajante, acesse a Resolução nº 400/2016, da ANAC.

Postado em: maio 29, 2018